Arnold Schwarzenegger retorna à franquia O Exterminador do Futuro

A imprensa estrangeira cantou a bola em 2012, e o ator Arnold Schwarzenegger confirmou a informação na semana passada. Sim, ele retornará à franquia O Exterminador do Futuro! O filme será o quinto da gabaritada série de ficção científica.

O ator e ex-Governator da Califórnia Arnold Schwarzenegger/Reprodução

O ator e ex-Governator da Califórnia Arnold Schwarzenegger/Reprodução

Ainda não se sabe quando e como o ex-Governator voltará, pois a primeira vez em que interpretou o mítico robô Terminator, tinha apenas 37 anos. Agora, o astro hollywoodiano é um senhor de 65.

O prestigiado site Imdb.com aponta que o ex-Mister Universo será um T – 1000, o androide mimético (e vilão) imortalizado pelo ator Robert Patrick (Duro de Matar 2 e Cop Land) em O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final.

O último título faturou quatro prêmios Oscar em categorias técnicas como Melhores Efeitos Especiais e Melhor Som.

Cameron & cia
Sob a batuta do diretor, roteirista e criador da franquia James Cameron (Titanic e Avatar), Arnie [@schwarzenegger] estrelou os excelentes O Exterminador do Futuro (1984) e O Exterminador do Futuro 2: O Julgamento Final (1991).

Com a saída do canadense, o ator também protagonizou o bom O Exterminador do Futuro 3 – A Rebelião das Máquinas (2003), de Jonathan Mostow (Substitutos).

Schwarzenegger só largou o osso em 2003, quando foi eleito governador da Califórnia.

Graças a sua carreira política de oito anos, o austro-americano se livrou do vexame O Exterminador do Futuro – A Salvação. Protagonizado pelo oscarizado Christian Bale (Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge e O Vencedor) e dirigido por McG (As Panteras e Guerra é Guerra!), o filme simplesmente não funcionou.

Futuro
O anúncio da volta à franquia, que catapultou a carreira de Schwarzenegger, aconteceu durante a campanha de divulgação do longa O Último Desafio (2013) em Londres, na Inglaterra, e se somou às revelações de que o astro participará da continuação de Conan, entre outros filmes.

O Último Desafio estreou no Brasil em 18 de janeiro e já arrecadou mais de R$ 1,8 milhão, segundo o portal filmeb.com.br.

Após trair a ex-esposa Maria Shriver com a empregada doméstica Mildred Baena – que trabalhou durante anos na casa do ator – e ter um filho com a mesma, o intérprete andou meio sumido.

No ano passado, repassou a sua vida na autobiografia Total Recall: My Unbelievably True Life Story e reapareceu em Os Mercenários 2, ao lado dos velhos companheiros Sylvester Stallone (Rocky – Um Lutador), Jean-Claude Van Damme (Soldado Universal), Dolph Lundgren (Mestres do Universo) e Bruce Willis (Duro de Matar).

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Eternamente carismático, com os caquinhos (aparentemente) recolhidos e munido do famoso bordão I’ll be back (eu voltarei), o sessentão Schwarzenegger tem ares de quem vai levar ainda muita ação às telonas.

Arnold Schwarzenegger | Site Oficial [em inglês]
www.schwarzenegger.com

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Com “O Rei Leão” em 3D, Disney embolsa milhões de dólares e dá aula de estratégia aos estúdios de Hollywood

O ditado popular sentencia: “Quem foi rei, nunca perde a majestade”. No último domingo (25), as bilheterias norte-americanas provaram que a sabedoria popular brasileira vale em qualquer parte do mundo. Mesmo com as estreias “Moneyball” (capitaneada por Brad Pitt) e “Winter, o Golfinho” (“Dolphin Tale”), “O Rei Leão” em 3D se manteve no primeiro lugar do ranking dos filmes mais vistos nos Estados Unidos e faturou cerca de US$ 61 milhões em apenas duas semanas.

Nada mau para uma animação de 1994 que foi relançada no formato três dimensões no último dia 16 de setembro na terra de Barack Obama. A princípio, o plano da Disney era manter a história de Simba por apenas 14 dias em cartaz, mas com essa marca, os executivos da companhia podem mudar de ideia.

"O Rei Leão" – seja em 2 ou 3D – ainda encanta adultos e crianças nos Estados Unidos (Reprodução)

Ao contrário dos estúdios de Hollywood, a estratégia da Disney sempre foi relançar suas produções com atualizações tecnológicas: uma recolorização ali, um melhoria no áudio acolá e assim por diante. E nunca, nunca alterar a narrativa, atualizá-la ou fazer um remake.

Entre as empresas cinematográficas dos Estados Unidos, a Disney é a única que entende que refilmagens podem ou não funcionar.

Os números do Box Office Movie, site especializado na medição da bilheteria americana, mostram que a tática da companhia do Mickey Mouse é muito inteligente. Só nos Estados Unidos, “O Rei Leão” (em 3D) já arrecadou 7% do valor da edição de 1994. O filme em 2D faturou aproximadamente US$ 862 milhões em todo mundo.

Mesmo quando os remakes funcionam – isto é, têm uma arrecadação boa –, geralmente ficam aquém do original. Um exemplo disso é “Cidade dos Anjos” (1998), de Brad Silberling. Os críticos odiaram a “homenagem” que o diretor americano fez a “Asas dos Desejo” (1987), de Wim Wenders. No entanto, o grande público adorou e encheu as salas de todo planeta. Não vou publicar os números porque é covardia comparar a arrecadação de um clássico moderno do Cinema Alemão com a de um longa hollywoodiano, estrelado por Nicolas Cage e Meg Ryan.

Remakes vergonhosos
Mas há refilmagens que passam vergonha como “Poseidon”. A versão de 1972 foi um sucesso de crítica e público e angariou cerca de US$ 85 milhões só nos Estados Unidos. O remake da história de seis passageiros que tentam fugir de um transatlântico prestes a afundar chegou aos cinemas em 2006 e não agradou. O longa nem levantou US$ 61 milhões em seu próprio país.

Mesmo com esses tombos, os estúdios de Hollywood teimam em “refazer” filmes que nem completaram trinta anos, vide o novo “Conan, o Bárbaro”(2011).

Nada contra o ator Jason Momoa porém, a missão de competir com Arnold Schwarzenegger é indigna. O astro nascido na Áustria personificou o guerreiro simeriano nos dois bem sucedidos longas da saga. Além disso, a versão do século 21 estreou na quarta posição das bilheterias dos Estados Unidos enquanto o filme de 1982 ficou com o primeiro lugar no mesmo período, segundo o Box Office Mojo. Até agora no requisito arrecadação americana, o “original” fica na frente com quase US$ 67 milhões contra os cerca de US$ 48 milhões do “novato”.


Bom, números são números e quase sempre, incontestáveis. Por eles, observamos que ao preservar o seu passado, a Disney dá um baile em seus concorrentes em nosso tempo presente. A teoria de que as boas histórias têm que ser modernizadas e recontadas para conquistar um público mais jovem se torna ridícula quando uma animação de 17 anos, com um enredo completamente manjado, conquista e mantém a primeira posição durante seu relançamento. Com isso, fica difícil não afirmar que os grandes estúdios precisam tomar algumas aulas de estratégia e economia com a fábrica de sonhos que criou o Tio Patinhas.

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