As inscrições para a oficina gratuita de crítica cinema se encerrarão em 30 de abril. O curso acontecerá de 7 a 21 de maio, sempre às terças e às quintas-feiras, das 18h30 às 21h30, na Oficina da Palavra Casa Mário de Andrade, em São Paulo.
O cineasta François Truffaut (1932 – 1984) foi crítico da prestigiosa revista Cahiers du Cinéma/Reprodução
A ficha de inscrição pode ser preenchida no espaço cultural público (R. Lopes Chaves, 546, Barra Funda, Tels.:(11) 3666-5803/3826-408)
ou requisitada
pelo e-mail inscricao
palavra@oficinas
culturais.org.br.
Ao todo, há 15 vagas.
Ministrada pelo
crítico de cinema Christian Petermann,
a atividade é destinada a jornalistas, cineastas
e estudantes de Comu-
nicação, Cinema e
Rádio e TV.
Durante o curso,
o sócio-fundador
da Abraccine (Asso-
ciação Brasileira de Críticos de Cinema) apresentará exercícios de apreciação e crítica filmográfica e discutirá temas como roteiro, direção, fotografia e direção de arte.
O livro James Bond 50 Years of Movie Posters reúne cartazes cinematográficos da franquia de 23 filmes do agente secreto 007. Apesar de não oficial, a aposta da editora britânica DK Publishing comemora os 50 anos de telonas do personagem criado pelo escritor Ian Fleming (1908 – 1964) em 1952.
Capa (ao centro) e páginas internas de James Bond 50 Years of Movie Posters/Reprodução
Em capa dura e com 320 páginas, o título conta com pôsteres do primeiro filme da série – 007 Contra o Satânico Dr. No (1962) – até o último, 007 – Operação Skyfall (2012), de diversos cantos do mundo (veja filmografia completa a seguir). Além dos cartazes, a obra traz textos explicativos sobre cada campanha de divulgação e outros apetrechos como teasers e cards lobby.
Segundo a editora, o livro também apresenta materiais inéditos e raros.
Nas livrarias britânicas e norte-americanas desde 3 de setembro, James Bond 50 Years of Movie Posters não tem previsão de lançamento para o Brasil. No entanto, o título pode ser comprado em importadoras ou na Amazon.com por US$ 50 (cerca de R$ 100), sem as taxas de entrega.
Skyfall no Brasil
O longa-metragem 007 – Operação Skyfall (Skyfall) estreou no país em 26 de outubro e já levou mais de um milhão de espectadores aos cinemas.
Um dos pôsteres de 007 – Operação Skyfall/Reprodução
De acordo com o portal Filme B, o 23º filme da franquia faturou mais de R$ 2,2 milhões no último fim de semana no Brasil.
Na trama de 143 minutos, a lealdade de James Bond (Daniel Craig) por M (Judi Dench), chefe do Serviço Secreto Britânico, é testada.
O casamento entre o roteiro redondo de Neal Purvis, Robert Wade e John Logan, a direção precisa de Sam Mendes (Beleza Americana e Foi Apenas um Sonho) e a edição eletrizante de Stuart Baird (Lanterna Verde e Superman – O Filme) deixaram a produção emocionante.
No entanto, o ponto alto do filme é o desfecho inesperando. Com ele, mais um ciclo da franquia do mais charmoso espião de todos os tempos se completa.
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FILMOGRAFIA COMPLETA DA FRANQUIA JAMES BOND 1º >007 – Contra o Satânico Dr. No (Dr. No), 1962, com Sean Connery 2º >Moscou Contra 007 (From Russia with Love), 1963, com Sean Connery 3º >007 – Contra Goldfinger (Goldfinger), 1964, com Sean Connery 4º >007 – Contra a Chantagem Atômica (Thunderball), 1965,
com Sean Connery 5º >007 – Só Se Vive Duas Vezes (You Only Live Twice),
1967, com Sean Connery 6º > 007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade (On Her Majesty’s Secret Service), 1969, com George Lazenby 7º >007 – Os Diamantes São Eternos (Diamonds Are Forever),
1971, com Sean Connery 8º >007 – Viva e Deixe Morrer (Live and Let Die), 1973, com Roger Moore 9º > 007 Contra o Homem com a Pistola de Ouro (The Man with the Golden Gun), 1974, com Roger Moore 10º >007 – O Espião Que Me Amava (The Spy Who Loved Me),
1977, com Roger Moore 11º >007 Contra o Foguete da Morte (Moonraker), 1979, com Roger Moore 12º >007 – Somente Para Seus Olhos (For Your Eyes Only),
1981, com Roger Moore 13º >007 Contra Octopussy (Octopussy), 1983, com Roger Moore 14º > 007 – Na Mira dos Assassinos (A View to a Kill ), 1985, com Roger Moore 15º >007 – Marcado para a Morte (The Living Daylights),
1987, com Timothy Dalton 16º > 007 – Permissão para Matar (Licence to Kill), 1989, com Timothy Dalton 17º >007 Contra GoldenEye (GoldenEye), 1995, com Pierce Brosnan 18º >007 – O Amanhã Nunca Morre (Tomorrow Never Dies),
1997, com Pierce Brosnan 19 º >007 – O Mundo Não é o Bastante (The World Is Not Enough),
1999 , com Pierce Brosnan 20º >007 –Um Novo Dia Para Morrer (Die Another Day),
2002, com Pierce Brosnan 21º >007 – Cassino Royale (Casino Royale), 2006, com Daniel Craig 22° >007 – Quantum of Solace (Quantum of Solace), 2008, com Daniel Craig 23° >007 – Operação Skyfall (Skyfall) 2012, com Daniel Craig
O universo felliniano é tema recorrente nas exposições sobre cinema no Brasil. Apesar dessa overdose, a mostra gratuita Tutto Fellini é imperdível. Após longa temporada no Instituto Moreira Salles no Rio de Janeiro, a exibição em homenagem ao cineasta italiano Federico Fellini (1920 – 1993) permanece até 16 de setembro no Sesc Pinheiros, na cidade de São Paulo.
O ator Marcello Mastroianni (esq.) e o cineasta Federico Fellini ensaiam cena durante as filmagens de A Doce Vida (1960)/Pierluigi/Coleção Fondation Fellini Pour Le Cinéma/Divulgação
Com curadoria do diretor do museu suíço de l’Elysée Sam Stourdzé, a exposição está dividida em quatro partes – Cultura Popular, Fellini em Ação, A Cidade das Mulheres e A Invenção Biográfica – e retrata a vida e a obra do mestre da Sétima Arte. >Leia também: Trechos de A Doce Vida, 8½ e Amacord compõem Tutto Fellini
Fotos de bastidores, trechos de filmes, entrevistas para TV, cartazes de longas, capas de revistas, recortes de jornais e cópias de desenhos do cineasta compõem os cerca de 400 documentos utilizados para recontar a história do italiano. Segundo a organização, alguns dos itens do acervo são inéditos.
Um passeio pela criatividade humana
As míticas parcerias entre Fellini e o ator Marcello Mastroianni (1924 – 1996), as atrizes Giulietta Masina (esposa do diretor, 1921 – 1994) e Anita Ekberg, o músico Nino Rota (1911 – 1979), os cineastas Roberto Rosselini (1906 – 1977) e Pier Paolo Pasolini (1922 – 1975) e os roteiristas Ennio Flaiano (1910 – 1972) e Tullio Pinelli (1908 – 2009) não ficaram de fora da mostra. Até a célebre graphic novel Viagem a Tulum (1986), do diretor e do desenhista Milo Manara, foi lembrada.
Fellini (à dir., ajoelhado) dirige a atriz Anita Ekberg em A Doce Vida (1960)/Pierluigi/Fondation Jérôme Seydoux Pathé/La Dolce Vita Riama Film/S. N. Pathé Cinéma/Gray Film/Divulgação
Fellini descansa nos bastidores do longa-metragem A Doce Vida (1960)/Pierluigi/Coleção Fondation Jérôme Seydoux Pathé/La Dolce Vita Riama Film/S. N. Pathé Cinéma/Gray Film/Divulgação
De forma simples, charmosa e ao mesmo tempo informativa, a exposição surpreende os fãs mais fervorosos do cineasta e encanta incautos no mundo felliniano. Revela, por exemplo, que o famoso striptease da socialite Nadia, vivido pela atriz Nadia Gray (1923 – 1994), no clássico 8½ (1963), foi inspirado em um fato verídico ocorrido num famoso nightclub italiano em 1958. Ou recorda que Fellini sempre negou que Mastroianni fosse seu alter ego nas telonas.
Tutto Fellini é um passeio pela história do cinema europeu, da sociedade italiana, da arte e da criatividade humana. É realmente imperdível. Não deixe de conferir!
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Catálogo – Quem quiser “levar” a exposição para casa, pode comprar o catálogo Tutto Fellini. À venda por R$ 65 em todas as unidades do Sesc São Paulo, a obra de 184 página foi escrita por Sam Stourdzé, curador da mostra, e editada por Edições Sesc SP e Instituto Moreira Salles.
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EXPOSIÇÃO TUTTO FELLINI Data: Até 16 de setembro (domingo) | Quanto? Grátis | Horário: de terças a sextas-feiras, das 10h às 22h. Aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 19h. Local: Sesc Pinheiros
Rua Paes Leme, 195 | Pinheiros | São Paulo | São Paulo | Telefone: (11) 3095-9400 | Estacionamento com manobrista (vagas limitadas): Veículos, motos e bicicletas. | Acessibilidade universal Sesc Pinheiros | Site Oficial www.sescsp.org.br
É impossível deixar a sala de cinema sem se sentir envolvido pelo filme Prometheus, de Ridley Scott. O prelúdio da franquia Alien se passa em 2093 e apresenta uma expedição científica que parte da Terra em busca da origem da humanidade.
Um dos cartazes do filme Prometheus, de Ridley Scott/Reprodução
Capitaneada pelos arqueólogos Elizabeth Shaw (Noomi Rapace) e Charlie Holloway (Logan Marshall-Green), a equipe – também composta pela executiva da Weyland Corp Meredith Vickers (Charlize Theron), pelo androide David (Michael Fassbender) e pelo capitão Janek (Idris Elba) – ruma à lua LV_223 e, lá, encontra a sua perdição.
Antes de ser um longa de ficção científica (ou seja, um filme racional), a produção de 124 minutos leva às telonas emoções e comportamentos humanos como desejo, egoísmo, maldade, disputa, mentira, lealdade e traição.
Esses elementos estão aparentes na busca quase que fanática da dra. Shaw pelos Engenheiros – os criadores do homem–, na devoção desmedida de David por seu “pai” e nos constantes embates pelo poder que Vickers encara.
Por isso, a trama do diretor inglês comove e envolve a plateia. Ela nos mostra o que a humanidade é independente do tempo e do lugar.
A ausência da emblemática protagonista Tenente Ripley (Sigourney Weaver) consagra a franquia como um filme sobre mulheres fortes, determinadas, inteligentes e lutadoras. Ripley e Shaw vivem em mundos masculinos e precisam se sobressair a cada momento. Além disso, elas se tornam as últimas e as melhores esperanças da humanidade.
O hiato de Ridley Scott
O retorno de Ridley Scott (Blade Runner – O Caçador de Androides e Gladiador) ao universo alien demorou 33 anos para acontecer. Os admiradores da saga devem se lembram que USCSS Prometheus é a espaçonave que o cargueiro Nostromo resgata em Alien, o Oitavo Passageiro(1979), segundo longa-metragem da carreira do cineasta de 74 anos.
No entanto, Scott não perdeu a mão durante o hiato. O britânico conseguiu fazer um filme adulto, vibrante e instigante. Sem rebarbas, o elenco é perfeito, as subtramas se encadeiam e são necessárias para sustentar as mais de duas horas da produção. As cenas de ação e perseguição são verossímeis e assustadoras.
Prometheus está levando uma surra da animação Madagascar 3 nas bilheterias brasileiras e norte-americanas, porém, é terrivelmente espetacular e não pode ser ignorado e muito menos deixado de ser apreciado nos cinemas. | Disponível em 2D e 3D | Em cartaz desde 15 de junho | Classificação indicativa: 14 anos
Por apenas R$ 5, a autobiografia A Lua de Yakuza (Yakuza Moon), de Shoko Tendo, pode ser comprada na T&T Revistaria, no centro da cidade São Paulo (veja o endereço abaixo).
Capa da edição brasileira do best-seller Yakuza Moon/Reprodução
Com aura de best-seller, o título chegou às livrarias brasileiras em 2010 pela editora Livros Escala. Em sua estreia literária, a escritora – filha de um chefão da máfia japonesa – narra a sua contundente, dilacerante e chocante história.
Sob a ótica feminina e totalmente desglamourizada, a leitura desvenda o mundo do crime organizado no Japão e o papel submisso da mulher dentro dele.
“Nua” em 252 páginas
Munida de linguagem coloquial e sem papas na língua, Tendo se despe nas 252 páginas do livro. Detalha o bullying sofrido na infância por ser filha de um yakuza, a violência de seu pai – Hiroyasu – calibrada pelo álcool, a adolescência imersa no universo das drogas e das gangues e a passagem por um reformatório.
As relações amorosas com amantes abusivos e agressivos da máfia japonesa, os constantes espancamentos, a dependência por sexo e a reconciliação com os pais também fazem parte da obra da escritora que, aos 20 anos, decidiu tatuar o corpo inteiro para dar um basta na vida desregrada.
“Foi depois de uma surra especialmente ruim que entendi que tinha de fazer alguma coisa drástica. Abandonei as drogas, decidi nunca mais sair com homens da Yakuza e entrei no ateliê de tatuagem. Para seguir em frente, tinha de reconhecer meu DNA [de Yakuza]… e assumir o controle”, disse a japonesa à revista Marie Claire.
Empatia e catarse O inferno enfrentado por Shoko Tendo leva os leitores mais sensíveis a uma reflexão profunda sobre os momentos mais difíceis de suas próprias vidas e faz com que emoções esquecidas ressurjam. A história dura e o estilo simples e envolvente da autora comovem e provocam empatia e catarse.
Shoko Tendo, autora de A Lua de Yakuza/Jeremy Sutton-Hibbert/Reprodução
A narrativa também revela um Japão desconhecido para os ocidentais. Apresenta uma sociedade em que a desonra, a maldade, o cinismo, a violência, a depravação e as mentiras têm espaço cativo.
Como Corações Sujos, de Fernando Morais, permite um mergulho na história da imigração japonesa no Brasil, A Lua de Yakuza desmistifica a sociedade contemporânea do país dos samurais.
O pósfacio do escritor Manabu Miyazaki (um também anjo caído da máfia japonesa!) dá veracidade e engrandece ainda mais o livro. Simplesmente imperdível! A leitura de A Lua de Yakuza é definitivamente essencial.
T&T Revistaria
Rua Mauá, 38
Santa Ifigênia | São Paulo | São Paulo Tels.: (11) 3333-2271 e 3333-2308 e-mail: tetrevistaria@hotmail.com
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Compra on-line – Quem não puder aproveitar a oferta no centro de São Paulo, pode adquirir A Lua de Yakuza, de Shoko Tendo, por R$ 19,90 no site da editora Escala. Segundo a página da empresa, a previsão de entrega do livro é de até 15 dias úteis. www.escala.com.br