Três motivos… Esqueçam isso, vamos falar sobre “Amanhecer – Parte 1”, Drácula, vampiros, Stephenie Meyer e Bram Stoker

“Venha me beijar, meu doce vampiro…”. Se a Saga Crepúsculo fosse uma produção nacional, com certeza teria a música “Doce Vampiro”, de Rita Lee, como tema. Há vampiro mais educado e cavalheiro na história da Sétima Arte do que Edward Cullen (Robert Pattinson)? Bella Swan (Kristen Stewart) diria que não.

"Amanhecer - Parte 1" é o quarto filme da Saga Crepúsculo/Divulgação

“Amanhecer – Parte 1” (Breaking Dawn – Part 1) estreia no Brasil e nos Estados Unidos nesta sexta-feira (18) e deve arrecadar cerca de R$ 262 milhões (US$ 148 milhões)  no primeiro final de semana de seu debut segundo o Box Office Mojo.

A continuação de 2h10 de “Crepúsculo” (2008), “Lua Nova” (2009) e “Eclipse” (2010) mostrará o casamento de Edward e Bella e a tão esperada primeira noite de amor entre os protagonistas da franquia.

Dulcíssimos vampiros
A diferença entre a saga crepuscular e os outros filmes vampíricos é a docilidade dos mordedores de pescoço da escritora Stephenie Meyer.

Enquanto os personagens da norte-americana são movidos pelo amor romântico e pela preservação do equilíbrio entre vampiros e humanidade, o conde Vlad, o Empalador, do romance “Drácula”, de Bram Stoker, está mais interessado em sangue.

A maioria dos longas do gênero se baseou na obra do autor irlandês e, por isso, quase todos os filmes sobre vampiros são de terror.

Depois de Sherlock Holmes, Drácula é personagem mais retratado no cinema de acordo com o livro “101 Horror Movies You Must See Before You Die”, da editora gringa Quintessence Book.

De Nosferatu a Edward Cullen
A primeira adaptação do romance “Drácula” para as telonas foi o alemão “Nosferatu” (1922), um clássico do Cinema Mudo. Depois, vieram o americano “Drácula” (1931), com Bela Lugosi, o britânico “Horror of Dracula” (1958), entre outros.

Nos anos 1980, as histórias de vampiros começaram a se modernizar e ganhar diferentes nuances como “Fome de Viver” (1983), “A Hora do Espanto” (1985) e “Os Garotos Perdidos” (1987).


Na década de 1990, uma das mais importantes e bem sucedidas adaptações do livro do irlandês foi lançada: “Drácula de Bram Stoker” (1992). O longa-metragem de Francis Ford Coppola contou com um elenco estrelar, faturou três Oscars e entrou para a história do cinema.

A Marvel Comics levou seu Blade a Hollywood em 1998. O vampiro daywalker (caminhante diurno, em tradução livre) agradou tanto que ganhou mais duas continuações: “Blade II – O Caçador de Vampiros” (2002) e “Blade: Trinity” (2004).

Ainda na primeira década dos anos 2000, uma dezena filmes sobre o tema chegaram aos cinemas e entre eles se destacaram “30 Dias de Noite” (2007) , de David Slade, e “Crepúsculo” (2008), de Catherine Hardwicke.

O último deu início a Saga Crepuscular que chega ao quarto longa com “Amanhecer – Parte 1”. A trama de Bella, Edward e Jacob Black (Taylor Lautner) é boa, no entanto, como vocês perceberam, a relação entre os mordedores de pescoço e a Sétima Arte não é novidade.

“Amanhecer – Parte 1” | Site oficial [em inglês]
www.breakingdawn-themovie.com


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Debora de Lucas


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Três motivos para ver (ou rever) “Sid e Nancy”

Nancy Spungen morreu em 12 de outubro de 1978 no Hotel Chelsea, em Nova York. A jovem de 20 anos dividia um quarto com o seu namorado Sid Vicious que foi encontrado na cena do crime totalmente ensanguentado e com uma faca na mão.

Na época, a imprensa especulou que ele a havia esfaqueado sob efeito de drogas e não se lembrava do assassinato. No entanto, as investigações policiais nunca concluíram o que realmente ocorreu. Sid se juntou a sua Julieta às avessas quatro meses depois, em 2 de fevereiro de 1979.

Nancy Spungen e Sid Vicious viveram uma história de amor obscura e trágica/Reprodução

Eles se amaram. Eles se drogaram. Eles se agrediram. Eles se destruíram… O romance breve, tumultuado e trágico entre o baixista britânico da banda de punk rock Sex Pistols e a groupie norte-americana pode ser conferido no longa-metragem “Sid e Nancy” (Sid & Nancy).

A produção inglesa, dirigida por Alex Cox, chegou aos cinemas em 1986. Gary Oldman (“Harry Potter e a Ordem da Fênix” e “Drácula de Bram Stoker”) deu vida a Sid e Chloe Webb (“CSI”, “House” e “Two and a Half Men”), a Nancy.

No mesmo ano, o filme de 112 minutos foi exibido na 10ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A projeção foi tão impactante que os jurados do evento acabaram concedendo a Cox o Prêmio da Crítica.

Além desse pequeno flerte com o Brasil, quais seriam os três motivos para ver (ou rever) o dilacerante “Sid e Nancy”?

***

1 – É triste, mas tudo o que aparece no filme ocorreu de verdade. O roteiro do longa foi baseado em trechos do livro “And I Don’t Want To Live This Life” (E Eu Não Quero Viver Está Vida , em tradução livre), de Deborah Spungen, mãe de Nancy.

Gary Oldman e Chloe Webb deram vida ao casal Sid e Nancy no filme de 1986, do diretor Alex Cox/Reprodução

2 – Além da vida do casal, o longa mostra um pouco da história do Sex Pistols e do movimento punk na Inglaterra e nos Estados Unidos.

O empresário da banda Malcolm McLaren e o vocalista Johnny Rotten – interpretados pelos atores David Hayman e Andrew Schofield respectivamente – aparecem em apenas algumas cenas e mostram como era difícil se relacionar com pombinhos. A produção ainda aborda a ruptura do grupo e a tentativa do baixista de emplacar como artista solo.

“Sid e Nancy” foi um dos primeiros filmes que levou o movimento punk e seu life style às telonas. Quartoze anos depois, o documentário “O Lixo e a Fúria” (The Filth and the Fury), de Julien Temple, chegou aos cinemas. A partir de entrevistas recentes com integrantes remanescentes da banda e personalidades que conviveram com o grupo e trechos de programas de TV e apresentações ao vivo, o longa-metragem recontou a história dos Pistols.

3 – Hoje, é fácil de encontrar o DVD “Sid e Nancy”. É possível alugá-lo em uma locadora descolada como a 2001, comprá-lo em uma loja virtual ou, no maior espírito punk, baixá-lo de graça na rede.

Há cinco anos, só dava para conferir o filme em mostras alternativas ou adquiri-lo em importadoras. Aproveite a facilidade e conheça uma das histórias de amor mais dolorosas do mundo do rock.


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