Elizabeth Taylor, o recomeço de Lindsay Lohan

Depois de muita especulação, bateu-se o martelo. O nome da atriz Lindsay Lohan foi confirmado na última segunda-feira (23) para dar vida à estrela de Hollywood Elizabeth Taylor (1932 – 2011) na cinebiografia Liz & Dick.

Lindsay Lohan encarnou Elizabeth Taylor na revista Interview em junho de 2006/Reprodução

Segundo a mídia gringa, a produção para a TV a cabo vai narrar o tórrido e “faiscoso” affair que Taylor e o ator Richard Burton (1925 – 1984)  mantiveram durante as rodagens do clássico Cleópatra (1963).

Mesmo com os problemas relacionados a bebida, drogas e justiça que a senhorita LiLo [@lindsaylohan] enfrentou nos últimos anos, a equipe do projeto bota fé no talento da jovem.

Em entrevista exclusiva ao canal norte-americano E! News, o produtor executivo da empreitada Larry Thompson afirmou que a atriz é perfeita para o papel. “Ela é hoje o que Elizabeth Taylor foi no período em que se passa o longa”, analisou.

Liz e LiLo: turbulentas semelhanças
A comparação, que num primeiro momento parece distante, tem fundamento. Fora das telonas, Liz teve uma vida conturbada graças aos constantes problemas de saúde, ao alcoolismo, à personalidade forte e ao gênio indomável.

Os insucessos da vida pessoal (ela se casou oito vezes!) e profissional da diva também estamparam as páginas de jornais e revistas de todo o mundo.

Elizabeth Taylor no esplendor de sua beleza/Divulgação/Wikimedia

Começou a carreira aos 12 anos e, ao lado de Mickey Rooney, fez parte da escolinha de atores da MGM.

Em mais de 50 anos de trabalho, ganhou dois Oscar – Disque Butterfield 8 (1960) e Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966) – e atuou em 68 filmes como Lassie Come Home (1943), Assim Caminha a Humanidade (1956), De Repente, No Último Verão (1959) e O Pássaro Azul (1976).

Apesar dos escândalos e de ter sido apontada como o elemento principal do fracasso de Cleópatra, sempre se manteve no topo.

LiLo também foi uma aposta mirim do show business americano. Começou a carreira artística aos 3 anos como modelo e, aos 12, estrelou seu primeiro filme, Operação Cupido (1998).

A produção da Disney deu tão certo que a atriz se tornou uma promessa e acabou participando de outros longas da empresa como A Boneca que Virou Gente (2000), Sexta-Feira Muito Louca (2003) e Herbie: Meu Fusca Turbinado (2005). Pela Paramount, estrelou o bem-sucedido Meninas Malvadas (2004). Além disso, lançou dois discos Speak (2004) e A Little More Personal/Raw (2005).

Em busca de papéis mais maduros, participou dos filmes Bobby (2006), com Anthony Hopkins (O Silêncio dos Inocentes), Demi Moore (Assédio Sexual) e Sharon Stone (Instinto Selvagem), e Ela é a Poderosa (2007), com Jane Fonda (Barbarella).

Durante as filmagens do último, a estrela dos anos 1970 deu puxões de orelha na jovem atriz que, por causa de festas, frequentemente chegava atrasada ao set. Depois disso, Lohan tropeçou cada vez mais.

25 anos a mil
Seus problemas privados começaram a ser mais importantes do que seus filmes. Com apenas 25 anos, bebeu até cair no chão, se drogou até não poder mais, compareceu diversas vezes aos tribunais americanos, furtou um colar e encarou dezenas de prisões e internações em clínicas de reabilitação.

Lindsay Lohan começou a carreira de atriz aos 12 anos/Flickr

Após tantas estripulias, teve a carreira decretada acabada pela crítica especializada.

No auge do desespero – em 2010 –, admitiu pelo Twitter que tinha problemas com drogas.

Volta por cima
No entanto, os deuses do mundo da Sétima Arte resolveram dar mais uma chance à atriz.

Em 29 de março de 2012, LiLo acertou definitivamente os ponteiros com a Justiça americana e está livre da condicional.

O “encantado” papel de Liz Taylor – almejado pela atriz desde 2009 – finalmente é seu. As filmagens se iniciam em 4 de junho e o longa deve chegar à TV americana em outubro, de acordo com o produtor executivo Larry Thompson.

Apesar das crueldades e das mazelas do mundo do entretenimento, os anjos caídos da indústria dos sonhos dos Estados Unidos sempre têm uma segunda chance (com o público e com a crítica).

O cantor e ator Frank Sinatra (1915 – 1998) soube aproveitá-la e voltou ao topo. O ator Robert Downey Jr. também teve seus maus momentos e conseguiu se reerguer ao encarnar o milionário Tony Stark em Homem de Ferro (2008).

Até a cantora e atriz Whitney Houston (1963 – 2012) teve sua chance. Mesmo desprovida de sua potente voz, a estrela conseguiu gravar mais um disco: I Look to You (2009).

Agora, o futuro de Lindsay Lohan está única e exclusivamente em suas mãos. E voltar aos holofotes como Elizabeth Taylor é, no mínimo, um majestoso recomeço.

Gostou? Então, leia também
My Week with Marilyn estreia nos Estados Unidos
Com Motoqueiro Fantasma 2 e O Pacto, Nicolas Cage reafirma más escolhas
Sandra Bullock, não te desculpo!
Taylor Lautner, o lobinho que quer ser gente grande
Millenium é a redenção de Daniel Craig e a consagração de Rooney Mara
Universo paralelo de Helena Blomqvist ganha exposição em Estocolmo
Isabeli Fontana, muito mais bonita por dentro do que por fora
Documentário Na Cama com Madonna é lançado em Blu-ray nos EUA
3MOTIVOSPARA… participar do concurso Homofobia Fora de Moda 2012
O sinistro ataque dos velhos punheteiros
3MOTIVOSPARA… admirar o fotógrafo Steve Schapiro
Terry Richardson’s Diary: O olhar do badalado fotógrafo de moda na web
25 cópias de foto de capa de disco de David Bowie estão à venda

Debora de Lucas


//

W3Counter

“A Bossa do Lobo”, mais uma biografia de Ronaldo Bôscoli chega às livrarias

Denilson Monteiro foi ousado. Desta vez, o escritor de “Dez! Nota Dez! Eu Sou Carlos Imperial” (Matrix Editora) narrou a história de um dos letristas mais conhecidos da Bossa Nova: Ronaldo Bôscoli.

Ronaldo Bôscoli tinha múltiplas facetas. Podia ser o carioca safo, o bom de bico com as mulheres, o língua venenosa, o criador de pocket shows e o fã de Frank Sinatra/Reprodução

De cara, “A Bossa do Lobo” (Leya, 544 páginas, R$ 44,90) chega às livrarias competindo com uma série de títulos que já revisitou e recontou a vida e a obra do compositor e jornalista, morto em 18 de novembro de 1994.

Um dos primeiros livros a citar o letrista de “Lobo Bobo”, “O Barquinho”, “Balançamba” e “Tributo a Martin Luther King” foi “Furação Elis” (Editora Globo), de Regina Echeverria. Como o músico foi o primeiro marido e pai do primeiro filho de Elis Regina, João Marcelo Bôscoli, a relação conturbada com a cantora foi exposta em algumas páginas da obra de 1985.

A trajetória de Bôscoli voltou a ser contada em 1990 em “Chega de Saudade” (Companhia das Letras), de Ruy Castro . O compositor é citado mais de setenta vezes no livro que se tornou referência mundial sobre a história da Bossa Nova.

Bôscoli conta sua historia
O próprio músico revisitou sua trajetória em “Eles e Eu – Memórias de Ronaldo Bôscoli” (Editora Nova Fronteira). O carioca narrou suas lembranças aos jornalistas Luiz Carlos Maciel e Ângela Chaves que as transformaram em uma biografia de 286 páginas.

O livro foi lançado dias antes da morte de Bôscoli e, sob o ponto de vista do músico, apresentou a história da Bossa Nova, do Rio de Janeiro nos anos 50 e 60, do cenário musical brasileiro, de suas músicas, de suas amizades e inimizades e de suas relações amorosas com as cantoras Nara Leão, Elis, Maysa, entre outras mulheres.

Os caminhos de Bôscoli e Ruy Castro se cruzaram por mais uma vez em “Ela é Carioca – Uma Enciclópedia de Ipanema” (Companhia das Letras). O compositor, que se encontrava quase diariamente com o maestro Antonio Carlos Jobim na churrascaria Plataforma, no Leblon, se tornou um dos verbetes da obra de 1999.

Nos anos 2000, o “Véio” – apelido do letrista – foi citado em um punhado de livros biográficos e autobiográficos como, respectivamente, “Nara Leão, uma Biografia” (Editora Lumiar), de Sérgio Cabral, e “Noites Tropicais” (Objetiva), de Nelson Motta.

Mil homens em um só
Essas obras retratam as múltiplas facetas de Bôscoli como carioca safo, bom de bico com as mulheres, língua ferina, jornalista esportivo, torcedor do Fluminense, amigo de Nelson Rodrigues, letrista de mão cheia, criador de pocket shows no Beco das Garrafas, parceiro de Luiz Carlos Mieli, produtor musical de Roberto Carlos e fã de Frank Sinatra.

O desafio de Monteiro em “A Bossa do Lobo” é fugir do lugar comum. O autor, que há mais de dez anos trabalha com pesquisas biográficas, foi responsável pelo levantamento de dados e imagens de “Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia”, de Nelson Motta, e realizou as pesquisas de imagens de “Minha Fama de Mau”, de Erasmo Carlos, e “Bussunda – A Vida do Casseta”, de Guilherme Fiuza. Ou seja, ele é um cara vivido.

Monteiro uniu essa experiência a uma pesquisa detalhada e a uma centena de entrevistas com pessoas que conviveram com Bôscoli e se atreveu a recontar a trajetória do letrista.

A leitura de “A Bossa do Lobo” nos convida à aposta corajosa do autor.

A BOSSA DO LOBO
Autor: Denilson Monteiro
Editora: Leya
Preço: R$44,90
544 páginas

Gostou? Então, leia também
Maitena se cansa de desenhar e lança “Rumble”, seu primeiro romance
Romance de João Ubaldo retrata luxúria sob a ótica feminina
Pai de Amy Winehouse conta história da cantora em livro
Três motivos para não esquecer Marlon Brando
Grátis em SP: Luiz Melodia conversa com fãs e canta no CCJ
Falemos de “Amanhecer”, Drácula, vampiros, Stephenie Meyer e Bram Stoker
Gostaria de passar um dia com Antonio Banderas?
Três motivos para curtir de Metrô o fim de semana em SP
Dá para comprar CDs baratos e originais na Paulista? Sim, saiba como

Debora de Lucas


//

W3Counter

 

Em livro, pai de Amy Winehouse vai contar história real da cantora

“Eu sinto que preciso escrever este livro para contar a verdadeira história de Amy e me recuperar”, disse Mitch Winehouse, pai da cantora Amy Winehouse, no começo desta semana.

Indiscutivelmente, ele é a melhor pessoa para falar sobre a estrela.

Durante a breve e meteórica carreira da cantora, cerca de dez biografias foram escritas sobre a ela. A maioria caça-níqueis. Ou seja, redigidas a toque de caixa e baseadas em matérias de tabloides ingleses e fontes bem intencionadas – como a primeira professora de canto de Wine –, mas que não conviviam com a artista há anos.

Amy Winehouse morreu aos 27 anos em sua casa, no bairro de Camden, em Londres; a polícia inglesa ainda não divulgou a causa da morte da cantora de soul music/Divulgação

Sem contar que esses biógrafos não entrevistaram a musa dos hits “Rehab” e  “Back To Black” e compraram o rótulo “drogas-desequilíbrio-farra-falta de profissionalismo-agressividade” que a imprensa mundial impôs à jovem. Quem é esperto, sabe não se pode crer em tudo que se ouve (e até mesmo no que se lê)… Além disso, o ditado popular já alerta: “quem conta um conto, aumenta um ponto”.

Ciente desses erros e armado com o verdadeiro amor paterno – aquele que reconhece as falhas e as limitações da cria -, o inglês está escrevendo uma biografia da filha que está prevista para chegar às prateleiras mundiais no meio do ano que vem.

O livro, intitulado de “To Amy, My Daughter” (em tradução livre, Para Amy, Minha Filha), será publicado pela editora Harper Collins e trará páginas sobre a infância feliz, a fama, o estouro do disco “Back to Black” (2006) e o envolvimento com drogas de Amy.

Mitch apresentou o mundo da música à Wine. Quando a cantora era apenas uma menina, ele a levava para passear em seu táxi. Durante o trajeto, pai e filha cantavam músicas de Frank Sinatra.

Quando ela lançou seu primeiro disco “Frank” (2003), ele apontava para os cartazes de Amy espalhados pela ruas de Londres e dizia orgulhoso aos passageiros: “Aquela lá é minha filha!”.

Quando ela entrou para o mundo das drogas, ele ia a reuniões de pais de filhos viciados para tentar saber o que fazer para resgatar a filha do vício. Mas, infelizmente, não conseguiu.


Em 23 de julho deste ano, a cantora de soul foi encontrada morta em sua casa, no bairro de Camden, em Londres. A causa da morte da jovem de 27 anos ainda não foi divulgada pela polícia inglesa.

Toda a renda de “To Amy, My Daughter” será revertida à Amy Winehouse Foundation. A organização foi criada após a morte da cantora e auxilia crianças e jovens que enfrentam dificuldades.

E apesar dos pesares, a vida continua. Amy viveu como queria e acreditava que poderia mudar, se regenerar. É triste constar que o vício venceu o talento e que ela não estará aqui em 2033 – quando completaria 50 anos – para contar a sua própria história, rir e se espantar com seus erros e suas loucuras juvenis.


Amy Winehouse | Site oficial

www.amywinehouse.com


Amy Winehouse | MySpace
www.myspace.com/amywinehouse

Gostou? Então, leia também
Roteiro e atuações derrubam boas intenções de “Contra o Tempo”
Pré-venda de ingressos para documentário dos Stones se inicia

Três motivos para venerar Guns N’ Roses
Três motivos para adorar Debbie Harry
Enquanto R.E.M. sai de cena, Nirvana triunfa sobre a morte
CD e DVD de Iggy & The Stooges a preço de banana…
Adeus Steve Jobs, adeus Mestre do Reino Encantado da Maçã Mordida

“Amizade Colorida” é uma comédia romântica cheia de personalidade

Debora de Lucas


//

W3Counter

 

Blog no WordPress.com.
Tema: Esquire por Matthew Buchanan.

%d bloggers like this: