Depois de muita especulação, bateu-se o martelo. O nome da atriz Lindsay Lohan foi confirmado na última segunda-feira (23) para dar vida à estrela de Hollywood Elizabeth Taylor (1932 – 2011) na cinebiografia Liz & Dick.
Segundo a mídia gringa, a produção para a TV a cabo vai narrar o tórrido e “faiscoso” affair que Taylor e o ator Richard Burton (1925 – 1984) mantiveram durante as rodagens do clássico Cleópatra (1963).
Mesmo com os problemas relacionados a bebida, drogas e justiça que a senhorita LiLo [@lindsaylohan] enfrentou nos últimos anos, a equipe do projeto bota fé no talento da jovem.
Em entrevista exclusiva ao canal norte-americano E! News, o produtor executivo da empreitada Larry Thompson afirmou que a atriz é perfeita para o papel. “Ela é hoje o que Elizabeth Taylor foi no período em que se passa o longa”, analisou.
Liz e LiLo: turbulentas semelhanças
A comparação, que num primeiro momento parece distante, tem fundamento. Fora das telonas, Liz teve uma vida conturbada graças aos constantes problemas de saúde, ao alcoolismo, à personalidade forte e ao gênio indomável.
Os insucessos da vida pessoal (ela se casou oito vezes!) e profissional da diva também estamparam as páginas de jornais e revistas de todo o mundo.
Começou a carreira aos 12 anos e, ao lado de Mickey Rooney, fez parte da escolinha de atores da MGM.
Em mais de 50 anos de trabalho, ganhou dois Oscar – Disque Butterfield 8 (1960) e Quem Tem Medo de Virginia Woolf? (1966) – e atuou em 68 filmes como Lassie Come Home (1943), Assim Caminha a Humanidade (1956), De Repente, No Último Verão (1959) e O Pássaro Azul (1976).
Apesar dos escândalos e de ter sido apontada como o elemento principal do fracasso de Cleópatra, sempre se manteve no topo.
LiLo também foi uma aposta mirim do show business americano. Começou a carreira artística aos 3 anos como modelo e, aos 12, estrelou seu primeiro filme, Operação Cupido (1998).
A produção da Disney deu tão certo que a atriz se tornou uma promessa e acabou participando de outros longas da empresa como A Boneca que Virou Gente (2000), Sexta-Feira Muito Louca (2003) e Herbie: Meu Fusca Turbinado (2005). Pela Paramount, estrelou o bem-sucedido Meninas Malvadas (2004). Além disso, lançou dois discos Speak (2004) e A Little More Personal/Raw (2005).
Em busca de papéis mais maduros, participou dos filmes Bobby (2006), com Anthony Hopkins (O Silêncio dos Inocentes), Demi Moore (Assédio Sexual) e Sharon Stone (Instinto Selvagem), e Ela é a Poderosa (2007), com Jane Fonda (Barbarella).
Durante as filmagens do último, a estrela dos anos 1970 deu puxões de orelha na jovem atriz que, por causa de festas, frequentemente chegava atrasada ao set. Depois disso, Lohan tropeçou cada vez mais.
25 anos a mil
Seus problemas privados começaram a ser mais importantes do que seus filmes. Com apenas 25 anos, bebeu até cair no chão, se drogou até não poder mais, compareceu diversas vezes aos tribunais americanos, furtou um colar e encarou dezenas de prisões e internações em clínicas de reabilitação.
Após tantas estripulias, teve a carreira decretada acabada pela crítica especializada.
No auge do desespero – em 2010 –, admitiu pelo Twitter que tinha problemas com drogas.
Volta por cima
No entanto, os deuses do mundo da Sétima Arte resolveram dar mais uma chance à atriz.
Em 29 de março de 2012, LiLo acertou definitivamente os ponteiros com a Justiça americana e está livre da condicional.
O “encantado” papel de Liz Taylor – almejado pela atriz desde 2009 – finalmente é seu. As filmagens se iniciam em 4 de junho e o longa deve chegar à TV americana em outubro, de acordo com o produtor executivo Larry Thompson.
Apesar das crueldades e das mazelas do mundo do entretenimento, os anjos caídos da indústria dos sonhos dos Estados Unidos sempre têm uma segunda chance (com o público e com a crítica).
O cantor e ator Frank Sinatra (1915 – 1998) soube aproveitá-la e voltou ao topo. O ator Robert Downey Jr. também teve seus maus momentos e conseguiu se reerguer ao encarnar o milionário Tony Stark em Homem de Ferro (2008).
Até a cantora e atriz Whitney Houston (1963 – 2012) teve sua chance. Mesmo desprovida de sua potente voz, a estrela conseguiu gravar mais um disco: I Look to You (2009).
Agora, o futuro de Lindsay Lohan está única e exclusivamente em suas mãos. E voltar aos holofotes como Elizabeth Taylor é, no mínimo, um majestoso recomeço.
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Debora de Lucas
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