“My Week with Marilyn” estreia nos Estados Unidos

Após uma dezena de filmes e minisséries biográficas para TV e uma enxurrada de biografias póstumas, Marilyn Monroe volta ao imaginário coletivo com toda a pompa. Um pouco da história da eterna deusa platinada da Sétima Arte é contada no longa-metragem “My Week with Marilyn” (Minha Semana com Marilyn, em tradução livre) que chega às salas de cinema norte-americanas nesta quarta-feira (23).

Na pele de Marilyn Monroe, Michelle Williams (foto) encantou a crítica americana/Divulgação

A produção é uma adaptação do livro homônimo redigido por Colin Clark. A obra retrata a semana em que o jovem escritor passou com Monroe. A história ocorreu durante as filmagens da comédia romântica “O Príncipe Encantado” (The Prince and the Showgirl) em 1956, em Londres.

Na época, o autor tinha 23 anos, era assistente do ator e diretor do longa Laurence Olivier e foi incumbido de mediar os conflitos entre o astro da Inglaterra e a estrela de Hollywood.

Batalha no set
Apesar das boas expectativas, o encontro entre os dois atores foi um desastre. Eles não se entendiam. Ele era pontual e extremamente profissional. Ela estava louca para se tornar uma atriz respeitada. No entanto, era impontual, não decorava as falas e chegou para as rodagens em clima de lua de mel com o segundo marido, o escritor Arthur Miller. A combinação propiciou para uma guerra de egos.

Depois de cada “batalha”, Clark voltava para casa e registrava os episódios que havia presenciado em diários. “The Prince, the Showgirl and Me: Six Months on the Set With Marilyn and Olivier” foi o primeiro livro a nascer dos relatos e chegou às livrarias em 1995.

Em 2000, foi a vez de “My Week with Marilyn”. O volume narra a fuga de sete dias de Monroe das filmagens de “O Príncipe Encantado” e conta como a atriz e Clark se tornaram amigos e confidentes. Com o filme, as obras foram reunidas em edição única que ganhou o nome do longa.

Crítica americana aprova filme
A produção do diretor londrino Simon Curtis conta com um elenco composto por Michelle Williams (Marilyn Monroe), Kenneth Branagh (Sir Laurence Olivier), Eddie Redmayne (Colin Clark), Julia Ormond (Vivien Leigh), Emma Watson (Lucy), Zoë Wanamaker (Paula Strasberg) e Dougray Scott (Arthur Miller).

A crítica americana avaliou positivamente o filme de 99 minutos e se rendeu à interpretação de Williams (“O Segredo de Brokeback Mountain”, “A Lista” e “Ilha do Medo”). Para os especialistas, a atuação da jovem de Montana foi sublime.

Pelo papel, a protagonista faturou o título de Atriz do Ano no prêmio Hollywood Film.

“My Week with Marilyn” ainda não tem lançamento previsto para o Brasil. Porém, o filme deve aportar no país em 2012, ano em que se completa 50 anos de morte da atriz.


“My Week with Marilyn” | Site oficial [em inglês]
www.myweekwithmarilynmovie.com

MarilynMonroe.com | Site oficial [em inglês]
ww.marilynmonroe.com


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Roteiro e atuações caricatas derrubam boas intenções de “Contra o Tempo”

“Contra o Tempo” (Source Code) não é um filme que se pode chamar de ruim, mas também não de bom.

Na ficção científica, o capitão Colter Stevens (Jake Gyllenhaal) acorda no corpo de um homem que morrerá durante um atentado terrorista a um trem. Em pouco tempo, o militar descobre que faz parte de uma missão de um projeto secreto do governo americano e tem apenas oito minutos para encontrar o responsável pela explosão da composição ferroviária.

Em "Contra o Tempo", o capitão Colter Stevens (Jake Gyllenhaal) tem apenas oito minutos para encontrar o responsável por um atentado em um trem/Reprodução

A breve descrição ilustra o argumento do longa-metragem de 93 minutos. A ideia é interessante, cheia de boas intenções e converge com outros lançamentos hollywoodianos que apostaram em narrativas diferenciadas – mais psicológicas e ligadas ao universo da ciência – e se deram bem como “A Origem” (2010) e “Sem Limites”  (2011).

No entanto, o roteiro de Ben Ripley e as interpretações irregulares dos atores afundaram a produção do diretor estreante Duncan Jones.

Os personagens, a estrutura e o enredo não estão bem amarrados e isso dá a sensação de que a história não é boa, que faltou uma cena ali, que sobrou uma cena acolá… Ou seja, não funciona.

A atuação do elenco, que conta com gente renomada e experiente, é caricata. O Dr. Rutledge (Jeffrey Wright) mais parece um cientista maluco e egocêntrico que saiu de um desenho animando como o Professor, o arqui-inimigo do Gato Félix.

A capitã Colleen Goodwin (Vera Farmiga) é fraca e extremamente sentimental, características que a impossibilitariam de ocupar um cargo de chefia em um projeto top secret. A mocinha do longa Christina Warren (Michelle Monaghan) não transmite empatia.


O pior caso é o do protagonista Jake Gyllenhaal (“Amor e Outras Drogas” e “Entre Irmãos”). Ele é um bom ator, com uma carreira em ascensão, mais de 20 filmes no currículo e uma indicação ao Oscar por seu Jack Twist, de “O Segredo de Brokeback Mountain” (2005). Porém, não convenceu no papel de capitão Stevens. Sua atuação é desigual e pontuada por um heroísmo irritante.

Com tantas falhas, não dá para saber se o diretor Duncan Jones poderia ter conduzido o filme de forma diferente. Se, no começo da carreira, até Ridley Scott teve que fazer concessões para lançar “Blade Runner – O Caçador de Androides” (1982), o que Jones não deve ter engolido para emplacar em Hollywood?

É uma pena que um argumento tão interessante e ligado às atuais pesquisas científicas tenha sido mal aproveitado e se tornado um filme tão desarmônico.


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