“Achtung Baby” chega aos 20 anos e ganha cinco edições comemorativas; álbum reinventou e amadureceu U2

“Achtung Baby” completa 20 anos nesta segunda-feira (31) e, para comemorar as duas décadas de seu lançamento, a banda irlandesa U2 relançará o disco em cinco formatos: CD remasterizado, CD duplo de luxo, caixa com vinis, caixa com CDs + DVDs e über caixa com CDs + DVDs.

Da esquerda para direita: Larry Mullen Jr, Bono Vox, Adam Clayton e The Edge durante o lançamento “Achtung Baby” em 1991/Divulgação

Além de faixas extras inéditas, versões demos e remixes, o documentário “From the Sky Down”, de Davis Guggenheim (“Uma Verdade Inconveniente”), é uma das peças chaves da reedição. Por enquanto, o filme – que abriu o Festival Internacional de Cinema de Toronto deste ano – só pode ser adquirido nas duas últimas caixas, que coincidentemente, são as opções mais caras (veja os valores abaixo).

A jogada repetirá a fórmula utilizada em outros discos que também ganharam edições comemorativas como “Boy” (1980), “October” (1981), “War” (1983), “Under a Blood Red Sky” (1983), “The Unforgettable Fire” (1984), “The Joshua Tree” (1987) e “Rattle and Hum” (1988).

Se esse “lança-relança” é tão manjado, por que “Achtung Baby” é tão festejado? Esse álbum, o sétimo de estúdio da banda, foi produzido durante o período mais nebuloso do quarteto.

Reinvenção e amadurecimento
Depois do buscado e almejado sucesso, insatisfações, tensões, desuniões, desconfianças e incertezas quase acabaram com o U2 no final da década de 1980. Sem rumo, o grupo parou por quase dois anos para se reencontrar musicalmente.


Bono Vox e The Edge queriam flertar com a música eletrônica. Larry Mullen Jr. e Adam Clayton queriam voltar às origens do rock. O quarteto tentou definir os novos caminhos no estúdio Hansa, em Berlim, Alemanha, com os produtores Brian Eno e Daniel Lanois. No entanto, até lá, as brigas eram uma constante entre os irlandeses.

Quando tudo apontava para o fim, uma canção – que ironicamente fala sobre separação – reuniu o quarteto. “One” simbolizou a trégua. “One” marcou o renascimento do U2.

Durante esses dias conflituosos, nasceu “Achtung Baby” que se transformou em uma das mais perfeitas – e imitadas – combinações entre rock e música eletrônica. SUPER LEGAL: ‘ouça’ “Achtung Baby” em seis clipes!

“Achtung Baby” é considerado um dos álbuns mais importantes dos anos 1990/Reprodução

O disco estreou na primeira posição da Billboard, arrematou o Grammy de Melhor Álbum de Rock, vendeu mais de 18 milhões de cópias em todo o mundo e foi eleito o Melhor Disco pelos leitores da revista Rolling Stone. Além disso, o trabalho é considerado um dos registros mais importantes dos anos 1990 e da discografia do U2.

O álbum marcou a reinvenção e o amadurecimento da banda. Antes dele, o grupo se limitava as sonoridades punk e rock – e uma pitadinha de blues. Depois dele, se sentiu livre para ousar e inovar.

Ele desconstruiu a imagem do quarteto. De ativistas políticos chatonildos, Bono, The Edge, Larry e Adam se transformaram em astros do rock criativos e descolados.

A experimentação, que hoje faz parte do DNA do U2, foi tão bem sucedida que “Zooropa” (1993) e “Pop” (1997) deram continuidade ao processo iniciado em “Achtung Baby”.

***

Por favor, quanto custa?
Por enquanto, apenas as edições CD remasterizado (R$ 37,90) e CD duplo de luxo (R$ 49,90) de “Achtung Baby” estão disponíveis no mercado brasileiro.

As caixas com vinis, CDs + DVDs e über CDs + DVDs só podem ser encontradas em importadoras ou no site oficial da banda e custam, respectivamente, cerca de R$ 200 (US$ 119,95), R$ 280 (US$ 167,95) e R$ 800 (US$ 469,95), mais taxas de entrega.

20 anos de “Achtung Baby” | Hotsite oficial
achtungbaby.u2.com


U2 | Site oficial

www.u2.com


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Debora de Lucas


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Três motivos para ver (ou rever) “Sid e Nancy”

Nancy Spungen morreu em 12 de outubro de 1978 no Hotel Chelsea, em Nova York. A jovem de 20 anos dividia um quarto com o seu namorado Sid Vicious que foi encontrado na cena do crime totalmente ensanguentado e com uma faca na mão.

Na época, a imprensa especulou que ele a havia esfaqueado sob efeito de drogas e não se lembrava do assassinato. No entanto, as investigações policiais nunca concluíram o que realmente ocorreu. Sid se juntou a sua Julieta às avessas quatro meses depois, em 2 de fevereiro de 1979.

Nancy Spungen e Sid Vicious viveram uma história de amor obscura e trágica/Reprodução

Eles se amaram. Eles se drogaram. Eles se agrediram. Eles se destruíram… O romance breve, tumultuado e trágico entre o baixista britânico da banda de punk rock Sex Pistols e a groupie norte-americana pode ser conferido no longa-metragem “Sid e Nancy” (Sid & Nancy).

A produção inglesa, dirigida por Alex Cox, chegou aos cinemas em 1986. Gary Oldman (“Harry Potter e a Ordem da Fênix” e “Drácula de Bram Stoker”) deu vida a Sid e Chloe Webb (“CSI”, “House” e “Two and a Half Men”), a Nancy.

No mesmo ano, o filme de 112 minutos foi exibido na 10ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A projeção foi tão impactante que os jurados do evento acabaram concedendo a Cox o Prêmio da Crítica.

Além desse pequeno flerte com o Brasil, quais seriam os três motivos para ver (ou rever) o dilacerante “Sid e Nancy”?

***

1 – É triste, mas tudo o que aparece no filme ocorreu de verdade. O roteiro do longa foi baseado em trechos do livro “And I Don’t Want To Live This Life” (E Eu Não Quero Viver Está Vida , em tradução livre), de Deborah Spungen, mãe de Nancy.

Gary Oldman e Chloe Webb deram vida ao casal Sid e Nancy no filme de 1986, do diretor Alex Cox/Reprodução

2 – Além da vida do casal, o longa mostra um pouco da história do Sex Pistols e do movimento punk na Inglaterra e nos Estados Unidos.

O empresário da banda Malcolm McLaren e o vocalista Johnny Rotten – interpretados pelos atores David Hayman e Andrew Schofield respectivamente – aparecem em apenas algumas cenas e mostram como era difícil se relacionar com pombinhos. A produção ainda aborda a ruptura do grupo e a tentativa do baixista de emplacar como artista solo.

“Sid e Nancy” foi um dos primeiros filmes que levou o movimento punk e seu life style às telonas. Quartoze anos depois, o documentário “O Lixo e a Fúria” (The Filth and the Fury), de Julien Temple, chegou aos cinemas. A partir de entrevistas recentes com integrantes remanescentes da banda e personalidades que conviveram com o grupo e trechos de programas de TV e apresentações ao vivo, o longa-metragem recontou a história dos Pistols.

3 – Hoje, é fácil de encontrar o DVD “Sid e Nancy”. É possível alugá-lo em uma locadora descolada como a 2001, comprá-lo em uma loja virtual ou, no maior espírito punk, baixá-lo de graça na rede.

Há cinco anos, só dava para conferir o filme em mostras alternativas ou adquiri-lo em importadoras. Aproveite a facilidade e conheça uma das histórias de amor mais dolorosas do mundo do rock.


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Três motivos para adorar Debbie Harry

Ela não vai tocar no Rock in Rio. E hoje não é seu aniversário. Mesmo assim, sempre há uma razão para falar de Deborah Ann Harry: a Debbie ou Deborah Harry. A diva encontrou seu lugar ao sol ao lado de seus companheiros do Blondie em 1978, com o histórico disco “Parallel Lines”. De lá para cá, já fez de tudo. Seguiu carreira solo, voltou a tocar com a sua banda – eles se reuniram recentemente para gravar o álbum “Panic of Girls” – e até enveredou pelo mundo do cinema.

Atualmente, isso é de praxe na carreira de uma grande cantora. Mas não se esqueça que essa senhora de 66 anos segurou esse rojão nos anos 1970 e 1980, quando o mainstream ainda era propriedade dos machos.

Displicentemente, Debbie posa para o badalado fotógrafo Bob Gruen na década de 1970

A indiscutível beleza, a atitude rock ‘n’ roll e a voz doce e marcante de Debbie ajudaram a difundir o punk/new wave do sexteto pela Inglaterra, pelos Estados Unidos e, depois, pelo mundo.

Quando os primeiros releases e as primeiras fotos de divulgação do grupo chegaram às redações, dezenas de jornalistas ligavam para o escritório da Chrysalis Records para checar informações. Uma das repostas que os relações públicas da gravadora sempre davam era :“O nome da banda é Blondie, e não Debbie Harry & Blondie”. Deu para sentir o magnetismo da então garota?

Depois desse resumo sobre a vida dessa cantora e compositora, vamos saber quais são os três motivos para adorá-la:

1 – Ela poderia ter conquistado o sucesso como uma cantora de folk rock. Com sua aparência, só precisaria de um punhado de músicas românticas para atingir o estrelato. Mas ela não quis, preferiu o caminho espinhoso do mundo do rock. E deu no que deu. Hoje, é considera uma das primeiras e mais emblemáticas frontwomen da história do “ritmo do Diabo”.

2 – “Call Me”. Quem nunca ouviu essa música, não sabe o que é bom. A canção – composta por Debbie Harry e Giorgio Moroder – é a faixa-tema do filme “Gigolô Americano” (1980), com Richard Gere.

Ao lado de “Heart of Glass” e “The Tide Is High”, “Call Me” é um dos hits do sexteto.

3 – Por último, ela é uma boneca, e não estou falando de sua beleza. Em 2009, a Mattel criou a coleção Barbie Ladies of The 80′s. Para simbolizar as mulheres da louca década de 1980, a empresa transformou as cantoras Cyndi Lauper, Joan Jett e Debbie Harry em dolls.

A boneca da líder do Blondie pode ser encontrada nas lojas de brinquedos do Brasil; custa aproximadamente R$ 200 (Divulgação)

Debbie ficou imortalizada com o seu vestidinho de vinil pink, seu cabelo bicolor, seu charme roqueiro, seu pedestal e seu microfone. O traje fez parte do guarda-roupa da cantora durante os anos 1970 e está na capa do segundo disco do Blondie, o “Plastic Letters” (1977).

Se você encontrar uma Debbie doll, não vai resistir… Será obrigado a entrar na loja, pegar a caixa, observar a boneca de perto, se lembrará de uma das apresentações do sexteto e sairá cantarolando algum sucesso da banda.

Preciso dizer algo mais? Sim, vida longa à senhora Harry!

www.deborahharry.com

www.blondie.net

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CD e DVD de Iggy & The Stooges a preço de banana

Debora de Lucas


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CD e DVD de Iggy & The Stooges a preço de banana… O melhor é que há mais ofertas como essa

Escrevo este post ao som de “Escaped Maniacs”, de Iggy & The Stooges. O CD de 15 faixas foi gravado durante um show da banda norte-americana no Lokerse Festival, na Bélgica, em 2005. Tenho que confessar que esse álbum é o mais novo integrante da minha coleção. Foi incorporado ontem (20/9), junto com um DVD homônimo.

Iggy, o senhor mais Pop do punk rock/Reprodução

Mas pera lá, não deixei R$ 100 numa loja de importados, muito menos arrumei um coroão malandrão. Adquiri o CD + DVD “Escaped Maniacs” porque o universo quis.

Enquanto caminhava pela rua Mauá, me deparei com um desses tradicionais saldões do Centro Velho de São Paulo (endereço completo abaixo), que deixam qualquer comprador de produtos culturais animado.

Numa das bancas da loja, pesquei o “Escaped…” por R$ 1,99 entre centenas de DVDs novos. Além dessa pérola, a T&T Revistaria oferece clássicos da literatura brasileira e universal, títulos de filmes e concertos pelo mesmo valor ou por uma graninha a mais como “Live at LA” (The Doors) a R$ 10.

No entanto, nem tudo são rosas. Quem quiser se aventurar pelo comércio de Evandro e Sérgio, não pode ter frescura. Para se dar bem, é necessário levar dinheiro em espécie e ter muuuuiiiiita paciência para caçar os ótimos itens que estão espalhados por toda loja.

Voltando ao “Escaped Maniacs”…
Saibam que me dei muito bem. O CD conta com clássicos – como “I Wanna Be Your Dog”, “1969”, “Fun House”, “Little Doll” e “TV Eye” – que estão carregados do punk rock de Iggy e seus comparsas.

O DVD reproduz a apresentação belga de 2005. Apesar da trajetória cheia de altos e baixos e hiatos, o grupo de pré-sessentões estava afiado e sintonizado. Mesmo sem os recursos cenográficos que muita banda usa para distrair (e convencer) a plateia, o concerto de 64 minutos é bonito de se ver. Talvez porque traga na alma a essência do que é fazer música para jovens. Sim, o indefectível “smells like teen spirit”.


Durante o show, Pop dança como uma lagartixa, canta desesperadamente, convoca o público para subir ao palco e mantém – sem cinto e com a ajuda de algum deus do rock – a emblemática calça jeans azul na altura da cintura. Às vezes, paga cofrinho, mas ele pode…

Além disso, o DVD surpreende pelo menu interativo extremamente bem feito, as mini biografias, as legendas em português e espanhol e o farto material extra composto por entrevistas individuais com Pop e os irmãos Ron e Scott Asheton – os três fundadores da banda. Somadas, as conversas totalizam quase duas horas.

Não me dei super bem? Creio que “Escaped Maniacs” está entre as dez melhores compras que fiz em 2011. Vou indo porque a última faixa do CD começou a rolar e a nossa prosa já deu no que tinha que dar.

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Título: “Escaped Maniacs” [CD + DVD]

Artista: Iggy Pop & The Stooges
Distribuidora licenciada: NBO Editora

Iggy & The Stooges | Site Oficial
www.iggyandthestoogesmusic.com

T&T Revistaria
Rua Mauá, 38, Santa Ifigênia
São Paulo, capital
Tels. (11) 3333-2271 e 3333-2308
e-mail: tetrevistaria@hotmail.com

Debora de Lucas


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Tema: Esquire por Matthew Buchanan.

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