Goodbye, aufiderzein…

Este é o penúltimo post do ano meu querido leitor. Para agradecer o seu constante acesso e o seu entusiasmo, fiz uma listinha com seis sugestões culturais bem interessantes para 2013.

Capa da obra/Reprodução

Capa da obra/Reprodução

Não há lançamentos, nem bestsellers… Sei que isso parece um haraquiri jornalístico, no entanto a ideia é que os itens selecionados sejam apreciados
por suas qualidades, e não
pelas vendagens.

Chega de blá-blá-blá e vamos
lá… Have a good trip! ;D

1 – O ator norte-americano
Robert De Niro completará 70 anos em 17 de agosto de 2013.
Ou seja, já está na hora de recapitular e repensar a trajetória desse gigante do cinema mundial.

O livro De Niro – Movie Icons (Taschen, R$ 49,90) é perfeito
para isso. A partir de fotos, reproduções de cartazes, citações do astro e textos curtos e precisos, o título revisita a vida e a carreira do mito.

2 – Perca o preconceito contra a cantora Lady Gaga. Ela é uma excelente compositora de música pop, ótima artista e parece muito sincera.

Lady Gaga posa para foto de divulgação de seu último disco, Born This Way/Reprodução

Lady Gaga posa para foto de divulgação de seu último disco, Born This Way/Reprodução

Ao contrário de Britney Spears (talentosa e preguiçosa) e Christina Aguillera (que anda sem sorte), Stefani Joanne Angelina Germanotta tem a mesma determinação que Madonna tinha aos 20 anos.

3 – Quatorze faixas uma mais charmosa que a outra  fazem parte da trilha sonora do remake Alfie, o Sedutor (2004).

Produzido pelo stone Mick Jagger e pelo eurythmic Dave Stewart, o CD conta com performances dos próprios músicos e da loiríssima Joss Jones.

Como o filme, a soundtrack exala sensualidade, contemporaneidade e audácia.

O álbum também retoma o espírito de trilhas clássicas como The Graduate, de Simon & Garfunkel; Last Tango in Paris, de Gato Barbieri; e Cinema Paradiso, de Ennio Morricone. Isto é, apresenta canções compostas especialmente para o longa, e isso dá um quê especial para a coisa toda.

4 – O  título, Uma História das Orgias (Planeta, R$ 44,90), é sugestivo. Porém, o único livro do escritor inglês Burgo Partridge (1935 – 1963) não é uma coletânea de baixarias. Recheado de Sociologia e História, o volume narra a construção, os hábitos e os desejos da Humanidade desde a Antiguidade até o século 20. Todo adulto deveria lê-lo.

5 – Na autobiografia Canções que a Minha Mãe Me Ensinou (Siciliano, esgotado), o ator norte-americano Marlon Brando (1924 – 2004) escreveu sobre sua vida pessoal – exceto suas mulheres e seus filhos – e sua carreira. As dicas veladas de interpretação são um dos pontos altos da obra de 370 páginas. O jornalista Robert Lindsey é coautor do livro.

Marlon Brando em cena de Sindicato dos Ladrões (1954), filme que lhe o seu primeiro Oscar/Reprodução

Brando em cena de Sindicato dos Ladrões (1954), filme que lhe o seu primeiro Oscar/Reprodução

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6 – O Homem do Lado (El Hombre de al Lado), de Mariano Cohn e Gastón Duprat. Eu amo esse filme de paixão. Veja e se surpreenda com o que uma pessoa pode fazer para atingir os seus objetivos.

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Debora de Lucas


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Gosta de fotografia? Siga a @gettygallery!

A conta no Twitter da Getty Images Gallery [@gettygallery] é uma boa pedida para quem se amarra em fotografia. Com um amplo acervo – composto por cliques de fotojornalismo, entretenimento, artes e esportes -, a galeria londrina presenteia diariamente seus seguidores no microblog com imagens belas, históricas e contundentes.

Francis Ford Coppola (de costas) e Robert De Niro durante as filmagens de O Poderoso Chefão 2/@gettyimages/Reprodução

Para celebrar o aniversário de 69 anos do ator Robert De Niro nesta sexta-feira (17), uma foto do astro durante as filmagens de O Poderoso Chefão 2 (The Godfather: Part II) foi tuitada [acima]. No registro de 1974, o intérprete aparece recebendo orientações do diretor Francis Ford Coppola.

Até a atriz Mae West (1893 – 1980) foi lembrada. A estrela, que também nasceu hoje e emprestou as suas curvas à garrafa de 237 ml de Coca-Cola, teve uma foto de divulgação compartilhada na rede social de 140 caracteres.

No entanto, as “tuitadas fotográficas” não se restringem ao mundo do cinema. Recentemente, as boxeadoras Nicola Adams e Barbara Buttrick e o presidente norte-americano Richard Nixon (1913 – 1994) também foram prestigiados.

Deixando o virtual de lado
A Getty Images Gallery está localizada no 46 Eastcastle Street, em Londres (W1W 8DX), Reino Unido.

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Autointitulado de a maior galeria independente de fotografia da capital britânica, o espaço de exposições tem entrada franca e funciona de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h30, e aos sábados, das 12h às 17h30. Mais informações no www.gettyimagesgallery.com.

*Post originalmente publicado no deboradelucas.tumblr.com em 17 de agosto.

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Debora de Lucas


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Com os filmes Motoqueiro Fantasma 2 e O Pacto, Nicolas Cage reafirma más escolhas cinematográficas

Nicolas Cage, 48 anos, é indiscutivelmente um bom ator. Ganhou o Oscar pelo personagem Ben Sanderson, em Despedida em Las Vegas (1995). Versátil como Marlon Brando, Al Pacino e Robert De Niro, sempre se arrisca em papéis diferentes como bêbado, policial, bombeiro, anjo da guarda, mocinho e vilão.

Nicolas Cages faz dois filmes por ano/Wikimedia/Nicolas Genin

No show business desde 1981, é um dos poucos astros da época que ainda é requisitado pelos estúdios de Hollywood.

Com 64 longas-metragens no currículo, o sobrinho de Francis Ford Coppola faz em média dois filmes por ano.

Só em 2011, estrelou cinco produções: Caça Às Bruxas, Fúria Sobre Rodas, Reféns, Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança e O Pacto.

Os três primeiros entraram em cartaz no ano passado e foram mal avaliados pela crítica de todo o planeta.

Motoqueiro Fantasma 2 e O Pacto
Os dois últimos estrearam no Brasil em, respectivamente, 17 de fevereiro e 9 de março de 2012, e também não fizeram jus ao talento do astro.

No longa de ação/drama/suspense O Pacto (Seeking Justice), o ator vive a história maluca de Will Gerard. Para vingar o estupro da mulher Laura (January Jones), o protagonista se envolve com um grupo de justiceiros e é obrigado a assinar um homem para se livrar da associação.

Durante 105 minutos, é lamentável assistir às risíveis cenas de ação e reviravoltas bobocas da produção dirigida por Roger Donaldson (A Experiência, A Fuga e O Inferno de Dante).

Na parte dois da franquia Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider: Spirit of Vengeance), Cage se sai melhor. À vontade na pele de John Blaze, o ator emprestou pela segunda vez suas caras e bocas ao atormentado personagem da Marvel Comics.

Na tentativa de se manter na crista da onda, a continuação em 3D dos diretores e parceiros Mark Neveldine e Brian Taylor se perde ao abusar dos recursos de videoclipes, videogames e videoartes. Os efeitos especiais tornam a trama interessante, mas não são o bastante para segurar seus 95 minutos. O filme é questionável, porém Cage não passa vergonha como em O Pacto.

Tropeços na carreira
No entanto, essas não são as primeiras produções a macular a carreira do astro. Elas apenas reafirmam suas más escolhas cinematográficas.

À esquerda, Nicolas Cage como John Blaze no longa-metragem Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança; à direita, o ator hollywoodiano vive Will Gerard no filme O Pacto/Fotos: Divulgação

Desde que faturou seu primeiro e único Oscar, Cage oscila entre filmes ótimos e irregulares. Quem não o aplaudiu pelo duplo papel Castor Troy/Sean Archer em A Outra Face (1997)? Pelo detetive particular Tom Welles em 8mm (1999)? Ou pelo paramédico insone Frank Pierce em Vivendo no Limite (1999)?

Quem não o reprovou pelo anjo Seth no remake Cidade dos Anjos (1998)? Ou pelo mágico Cris Johnson em O Vidente (2007)?

O ator diz que seus filmes são honestos e que o problema são os críticos. A polêmica somada às trapalhadas de sua vida privada – como a declaração de falência em 2009 e a briga com a mulher em 2011 – dão margem para a crítica classificá-lo como mercenário ou afirmar que ele sofre da maldição do Oscar.

Com isso, é impossível saber em que lugar o astro quer chegar. Quer ser reconhecido como um ator que trabalha muito? Ou por ser um cara que consegue faturar o máximo com o mínimo de esforço?

O que se pode afirmar agora é que com os filmes Stolen (2012), The Frozen Ground (2012), The Croods (2013) e Frank or Francis (2013), Cage vai engordar sua conta bancária. Afinal, seu cachê é de em média US$ 6 milhões (cerca de R$ 10 milhões) por produção.

Apesar das derrapadas, seu nome e seu carisma ainda arrastam plateias aos cinemas de todo o mundo. E, pelo andar da carruagem, o público e Hollywood não se cansaram dele.


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Debora de Lucas


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Cópia restaurada de “Taxi Driver” é exibida por mais 3 vezes no Cine Olido em SP

Adora cinema? Então, não perca as três últimas exibições da cópia digitalmente restaurada do filme “Taxi Driver” (1976) no Cine Olido, em São Paulo. A nova fita, que comemora os 35 anos do longa-metragem de Martin Scorsese, foi lançada no Festival de Berlim deste ano. Segundo a organização do Olido, a cópia de 35 milímetros é a mesma que foi apresentada na 61ª edição do encontro cinematográfico da capital alemã.

Um dos cartazes originais do filme "Taxi Driver"/Reprodução

As primeiras sessões aconteceram na semana passada – sexta-feira (9), sábado (10) e domingo (11) – e fizeram a festa dos cinéfilos de plantão.

Quem comeu bola, pode conferir as exibições que rolam nesta terça (13), quarta (14) e quinta (15), sempre às 19h30.

O ingresso custa R$ 1 e estudantes, aposentados e maiores de 65 anos têm direito à meia-entrada. Ou seja, pagam apenas R$ 0,50.

Em outubro, a cópia restaurada de “Taxi Driver” foi exibida no Brasil durante a última Mostra Internacional de Cinema.

Um longa da década de 1970
O filme se passa em Nova York e conta a história do veterano da Guerra do Vietnã Travis Bickle (Robert De Niro). Ele é um homem solitário e mentalmente instável que começa a trabalhar como motorista de táxi à noite.

Conforme Bickle se depara com a miséria, a prostituição, o crime, a violência e o vício na cidade, sua intolerância e sua revolta o transformam em justiceiro.

A produção de 113 minutos de Scorsese ganhou uma dezena de prêmios como a Palma de Ouro (Festival de Cannes) e o BAFTA e foi indicada a quatro Oscars (Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Trilha Sonora e Melhor Filme).

As biografias de De Niro, como “De Niro – Movie Icons” (Taschen), classificam a performance do ator na película como uma das mais intensas das últimas quarto décadas da História do Cinema. E, na época, ele só tinha 33 anos!

Além disso, o longa revelou Jodie Foster. Aos 14 anos, a atriz viveu a prostituta pré-adolescente Iris e foi aclamada pela crítica. Depois de “Taxi Driver”, Foster conquistou Hollywood.

O filme também contou com o talento de Harvey Keitel como o cafetão de segunda Sport e uma ponta do próprio Scorsese. O diretor aparece como um passageiro de Bickle que se encontra enlouquecido pela traição da mulher.


“Taxi Driver” foi escrito por Paul Schrader (“Gigolô Americano”, “A Última Tentação de Cristo” e “Vivendo no Limite”) e faz parte da parceria dourada De Niro-Scorsese que rendeu filmes – hoje, clássicos – como “Touro Indomável”, “Os Bons Companheiros”, “Cabo do Medo” e “Cassino”.

TAXI DRIVER
Até 15 de dezembro, sempre às 19h30
Cine Olido | Galeria Olido
Avenida São João, 473, Centro, São Paulo, SP


Telefones: (11) 3331-8399 e (11) 3397-0171
Classificação: 14 anos
Ingressos: R$ 1 (inteira) e R$ 0,50 (meia-entrada)

>>>Programação do Cine Olido


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Debora de Lucas


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Os Especialistas é uma ótima pedida mesmo para quem não gosta de filmes de ação

Robert De Niro + Jason Statham + Clive Owen + roteiro eletrizante + primorosas cenas de confrontos = Os Especialistas (Killer Elite). O longa-metragem é muito bom. E, mesmo quem não gosta de filmes de ação, é obrigado a admitir que a produção é uma ótima opção para conferir nas telonas.

Danny (Statham, à esq.) e Hunter (De Niro) em cena de Os Especialistas/Divulgação

Depois de arrecadar mais US$ 51 milhões (cerca de R$ 90 milhões) pelo mundo, o filme de 116 minutos chegou aos cinemas brasileiros na última sexta-feira (2).

A trama se passa nos anos 1980 e narra a história do ex-assassino de aluguel Danny (Statham) que é forçado a voltar à ação para salvar a vida de seu mentor Hunter (De Niro).

Sua missão é exterminar três ex-agentes da SAS – divisão da Força de Elite Britânica – que, em serviço, mataram três dos quatro filhos do xeique Amr.

Durante as execuções, Danny começa a ser perseguido pelo ex-SAS Spike (Owen). O último homem tenta impedir a matança de seus colegas.

Acidente de percurso
No início do filme, os letreiros afirmam que o longa é baseado em uma história real. No entanto, o autor do livro que deu origem à produção, o ex-agente da SAS Sir Ranulph Fiennes, 67 anos, disse ao Daily Beast que a obra de 1991 é pura ficção.

O escritor de The Feather Men contou que a controvérsia em cima do título se iniciou nos anos 1990. Na época, as capas dos exemplares apresentavam a pergunta “Verdade ou ficção?”em letras grandes junto ao título da obra. Segundo Fiennes – que quase deu vida a James Bond em Live and Let Die –, a jogada de marketing pretendia instigar a curiosidade dos leitores e aumentar as vendas.

Skipe (Clive Owen), o ex-SAS/Divulgação

Para alimentar ainda mais o mito, em 1991, o autor afirmava aos jornalistas que a história era verídica.

Mesmo com esse acidente de percurso, vale a pena ver o filme.

As atuações são espetaculares. O papel de Danny caiu como uma luva para Statham. O ator inglês, que já está acostumado a interpretar personagens durões e truculentos – como Frank Martin, na franquia Carga Explosiva –, dá veracidade ao protagonista.

Aos 68 anos, De Niro demostra que ainda pode encarar papéis viris. Seu Hunter tem vida própria e conta com traços de outras atuações do americano como o ladrão de bancos Neil McCauley (Fogo Contra Fogo), o gerente de cassino Sam ‘Ace’ Rothstein (Cassino) e o ladrão aposentado Nick Wells (A Grande Cartada).

Owen (Closer – Perto Demais, Assassinato em Gosford Park, Sin City – A Cidade do Pecado e Elizabeth: A Era de Ouro) está magnífico na pele de Spike.

Ao interpretar um ex-agente atormentado, o inglês comprovou por mais uma vez a sua versatilidade e o seu talento. O vencedor dos prêmios Bafta e Globo de Ouro é considerado pela crítica especializada como um dos grandes atores da Língua Inglesa da atualidade.

Um filme na mão de um novato?
O elenco marca tantos gols que é impossível definir o estilo de direção de Gary McKendry. O filme é o primeiro longa-metragem do norte-irlandês que escreveu o roteiro com o também novato Matt Sherring.

Quem acha que McKendry teve sorte de principiante, se engana. Em 2005, o diretor foi indicado ao Oscar pelo curta-metragem “Everything in This Country Must”. O britânico sabe o que está fazendo e tem experiência atrás das câmeras. Ele começou a carreira como diretor de comerciais de TV, fundou uma agência e já atendeu clientes como Porsche, Heineken, Nasdaq e Budweiser.

Além de ser um ótimo filme, Os Especialistas prova que apostar no novo é uma boa pedida para a rejuvenescer a engessada indústria cinematográfica norte-americana.

Os Especialistas | Site Oficial [em inglês]
www.killerelite.com

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Tema: Esquire por Matthew Buchanan.

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