“Eu sinto que preciso escrever este livro para contar a verdadeira história de Amy e me recuperar”, disse Mitch Winehouse, pai da cantora Amy Winehouse, no começo desta semana.
Indiscutivelmente, ele é a melhor pessoa para falar sobre a estrela.
Durante a breve e meteórica carreira da cantora, cerca de dez biografias foram escritas sobre a ela. A maioria caça-níqueis. Ou seja, redigidas a toque de caixa e baseadas em matérias de tabloides ingleses e fontes bem intencionadas – como a primeira professora de canto de Wine –, mas que não conviviam com a artista há anos.

Amy Winehouse morreu aos 27 anos em sua casa, no bairro de Camden, em Londres; a polícia inglesa ainda não divulgou a causa da morte da cantora de soul music/Divulgação
Sem contar que esses biógrafos não entrevistaram a musa dos hits “Rehab” e “Back To Black” e compraram o rótulo “drogas-desequilíbrio-farra-falta de profissionalismo-agressividade” que a imprensa mundial impôs à jovem. Quem é esperto, sabe não se pode crer em tudo que se ouve (e até mesmo no que se lê)… Além disso, o ditado popular já alerta: “quem conta um conto, aumenta um ponto”.
Ciente desses erros e armado com o verdadeiro amor paterno – aquele que reconhece as falhas e as limitações da cria -, o inglês está escrevendo uma biografia da filha que está prevista para chegar às prateleiras mundiais no meio do ano que vem.
O livro, intitulado de “To Amy, My Daughter” (em tradução livre, Para Amy, Minha Filha), será publicado pela editora Harper Collins e trará páginas sobre a infância feliz, a fama, o estouro do disco “Back to Black” (2006) e o envolvimento com drogas de Amy.
Mitch apresentou o mundo da música à Wine. Quando a cantora era apenas uma menina, ele a levava para passear em seu táxi. Durante o trajeto, pai e filha cantavam músicas de Frank Sinatra.
Quando ela lançou seu primeiro disco “Frank” (2003), ele apontava para os cartazes de Amy espalhados pela ruas de Londres e dizia orgulhoso aos passageiros: “Aquela lá é minha filha!”.
Quando ela entrou para o mundo das drogas, ele ia a reuniões de pais de filhos viciados para tentar saber o que fazer para resgatar a filha do vício. Mas, infelizmente, não conseguiu.
Em 23 de julho deste ano, a cantora de soul foi encontrada morta em sua casa, no bairro de Camden, em Londres. A causa da morte da jovem de 27 anos ainda não foi divulgada pela polícia inglesa.
Toda a renda de “To Amy, My Daughter” será revertida à Amy Winehouse Foundation. A organização foi criada após a morte da cantora e auxilia crianças e jovens que enfrentam dificuldades.
E apesar dos pesares, a vida continua. Amy viveu como queria e acreditava que poderia mudar, se regenerar. É triste constar que o vício venceu o talento e que ela não estará aqui em 2033 – quando completaria 50 anos – para contar a sua própria história, rir e se espantar com seus erros e suas loucuras juvenis.
Amy Winehouse | Site oficial
www.amywinehouse.com
Amy Winehouse | MySpace
www.myspace.com/amywinehouse
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Debora de Lucas
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