“Cowboys e Aliens” naufraga, mas apresenta 007 do faroeste


Adaptar uma graphic novel para as telonas garante um grande sucesso? “Cowboys e Aliens” prova que não. O diretor Jon Favreau (“Homem de Ferro 1 e 2”) e o produtor Steven Spielberg se esforçaram para tornar a transposição da HQ de Scott Mitchell atraente. No entanto, o plano perfeito da dupla de dinâmica não deu muito certo. Enquanto uma parte da crítica e do público aplaudem o longa de 118 minutos, a outra torce o nariz.

Pôster do longa “Cowboys e Aliens”/Reprodução

A mistura entre western, ação, ficção científica e suspense funciona bem nos primeiros 30 minutos, quando Jake Lonergan (Daniel Craig) acorda amnésico num deserto do Arizona, EUA, em 1873.

Depois disso, a narrativa se perde entre alienígenas-siris loucos por ouro, abduções em massa, brigas e um “pré-romance” entre o protagonista e a estranha mocinha Ella Swenson (Olivia Wilde).

Apesar de seu indiscutível talento, a única faceta que se reconhece de Craig no filme é a de James Bond. Sim, Lonergan é uma espécie de 007 do faroeste com façanhas incríveis, charme, força e sexualidade exacerbados.

Harrison Ford – imortalizado por personagens como Han Solo (“Star Wars”), Rick Deckard (“Blade Runner”) e Dr. Richard Kimble (“O Fugitivo”) – foi outro que se deu mal. Preso a um papel meia-boca, do rabugento coronel Woordrow Dolarhyde, o eterno Indiana Jones não conseguiu brilhar no longa.

O ingresso vale a pena pelos efeitos especiais e, pelo prazer, de perceber que os astros de Hollywood têm contas para pagar e que também caem em grandes roubadas.


Cowboys e Aliens | Site oficial [em inglês]
www.cowboysandaliensmovie.com

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