Três motivos para respeitar Pearl Jam


Nunca fui fã do Pearl Jam. Não conheço bem a discografia da banda. Da turma do movimento grunge, sempre gostei mais do Nirvana. Enquanto as minhas amigas desmaiavam pelo Eddie Vedder, eu era louca pelo Axl Rose, do Guns N’ Roses. No entanto, se pudesse, assistiria a um dos shows que a banda realizará no Brasil até 11 de novembro.

Da esquerda para a direita, Stone Gossard (guitarra), Mike McCready (guitarra), Jeff Ament (baixo), Eddie Vedder (vocais) e Matt Cameron (bateria) compõem o Pearl Jam/Divulgação

O tempo me mostrou o quanto subestimei o grupo. Depois de mais de vinte anos de estrada, Vedder, Mike McCready, Stone Gossard, Jeff Ament e Matt Cameron são a melhor encarnação do espírito rock ‘n’ roll. Não o da associação idiota com sexo e drogas, mas sim, o do estilo de vida coeso com as canções que apresentam. Ou seja, os caras não moram em castelos, nem cobram R$ 1 mil por um ingresso.

Nascida dos escombros do Mother Love Bone, a banda de Seattle se formou em 1990 e lançou seu primeiro disco um ano depois. “Ten” não emplacou em 1991, mas sim, em 1992. Com as canções “Jeremy”, “Oceans”, “Alive”, “Even Flow”, “Porch” e “Black”, o grupo se tornou um sucesso nos Estados Unidos e no mundo.

Não gostamos de assédio; não queremos a Ticketmaster
Porém, o quinteto não curtiu o assédio da mídia e, após o segundo disco de estúdio – “Vs” (1993) –, começou a se afastar da imprensa e concentrar suas energias nas apresentações ao vivo. A aversão chegou ao ponto dos integrantes se recusarem a gravar videoclipes. Eles acreditavam que os vídeos atrapalhavam a audição de suas canções.

"Even Flow", "Alive", "Jeremy", "Porch" e “Black” fazem parte do álbum "Ten" (1991)/Reprodução

“Even Flow”, “Alive”, “Jeremy”, “Porch” e “Black” fazem parte do álbum “Ten” (1991)/Reprodução

Em 1994, o grupo arrumou uma briga feia com a Ticketmaster. Quando descobriu que a empresa cobrava uma taxa administrativa – repassada aos espectadores – sobre os ingressos, a banda decidiu boicotar a companhia.

A rixa foi levada à justiça americana e durou quase um ano e meio. Durante esse período, Vedder e seus comparsas se apresentaram em pequenos estádios. Como os fãs começaram se queixar da dificuldade para comprar entradas e ir aos shows, o grupo teve que voltar atrás.

Hoje, o Pearl Jam e a Ticketmaster “fizeram as pazes”. No entanto, a disputa entre os roqueiros e a gigante entrou para a história da música.

Rock e política se misturam?
Sem colocar a música em segundo plano, o Pearl Jam consegue expressar as suas opiniões políticas. Como a maioria dos artistas norte-americanos, os caras são democratas.

Em 2005, criticaram publicamente a atuação do então presidente republicano George W. Bush. Ainda no mesmo ano, fizeram um concerto para arrecadar fundos para a campanha presidencial do candidato democrata Jon Tester. Além disso, participaram de shows em prol  das vítimas do 11 de setembro e do furacão Katrina.

Discos ao vivo
Lançaram mais de 70 álbuns ao vivo no formato bootleg. A banda percebeu que os fãs apreciavam gravar suas performances. Por conta disso, começou a oferecer bootlegs oficiais. Porém, a medida não proibiu que os espectadores continuassem gravando seus próprios áudios.

Ops! Nessa brincadeira, eu já escrevi quais são os três motivos para respeitar o Pearl Jam. Tudo bem, hoje vou fazer algo diferente. Vou lhe contar quais as minhas três músicas favoritas da banda.

***

1 – “Oceans”


Do álbum de estreia, “Ten” (1991). Foi a primeira música do Pearl Jam que eu realmente gostei.

2 – “Jeremy”


Também do “Ten”. Prestei atenção porque a música e o clipe foram baseados na história real de um estudante norte-americano que se suicidou com um tiro em sala de aula e em frente aos colegas. Pode parecer estranho, mas nos anos 1990, ninguém ia armado à escola.


3 – “Do The Evolution”


Marcou o meu reencontro com a banda. Do álbum “Yield” (1998), me mostrou que – mesmo depois do apogeu do grunge – eu ainda gostava da coisa. Sem contar que percebi que minhas amigas estavam certas… o Eddie Vedder era gatinho bem.


Pearl Jam | Site oficial

www.pearljam.com

Ingressos para concertos no Brasil
www.ticketsforfun.com.br


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Debora de Lucas


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5 pensamentos sobre “Três motivos para respeitar Pearl Jam

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  4. Ainda bem Debora q vc se rendeu ao Pearl Jam.Desde o inicio do movimento grunge,o Nirvana foi a unica banda em q eu ñ me identifiquei.O Pearl Jam foi amor a 1ª ouvida e claro,qdo vi o Vedder…I’m in love!!! Q dura até hj…qdo ouço sirens,até o meu céu da boca fica arrepiado.Vlw!!

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