Centro de Memória do Circo preserva história dos picadeiros brasileiros


A ideia de um circo em pleno funcionamento no Vale do Anhangabaú lhe parece um pouco romântica? Hoje em dia, sim. Mas no final do século 20, não. Muitas tendas – como a do Circo Queirolo e a do Circo Alcebíades – foram armadas na tradicional região central da cidade de São Paulo, na década de 1920.

Palhaço Piolin, Abelardo Pinto, no picadeiro/Reprodução

Essa história e outras são contadas no Centro de Memória do Circo (CMC), na Galeria Olido. O núcleo, que foi inaugurado em 16 de novembro de 2009, é a primeira instituição no país dedicada ao tema. O espaço é composto por uma exposição gratuita e um acervo para pesquisas.

A mostra, que atualmente é permanente, conta com imagens cedidas pelo MIS (Museu da Imagem e do Som de São Paulo), Centro Cultural São Paulo, Instituto Moreira Salles e coleções particulares.

Os registros relembram os nomes que construíram a história do circo no Brasil como os palhaços Piolin (Abelardo Pinto), Fuzarca (Albano Pereira Neto) e Torresmo (Brasil José Carlos Queirolo), as famílias Mange e Seyssel e trupes como a Irmãs Silva.

Do Café dos Artistas ao Circo Escola Piolin
A exposição traz à tona o Café dos Artistas. Em suas folgas, às segundas-feira, os artistas e empresários circenses se reuniam no Largo Paissandu para conversar e trocar experiências. Até a década de 1980, o encontro chegava a reunir mais de 600 pessoas.

No entanto, com a “morte” de muitas companhias, o número de participantes foi gradualmente reduzido. Hoje, o CMC organiza reuniões para celebrar o Café.

Objetos como o cinturão de Joanita Pereira – considerada a mulher com a cintura mais fina do mundo –, as espadas de Yorga (Eugénio Ledesma Ortiz) – o último engolidor de espadas do Brasil – figurinos de palhaços como Picolino II (Roger Avanzi) e outros artigos do universo circense também estão expostos.


O acervo é composto por documentos, coleções, vídeos, partituras, publicações, cartazes e arquivos de entidades da classe, familiares e circos como o Garcia, que encerrou as atividades em 2003. Para consultar o material, é necessário agendar um horário.

Os próximos passos do Centro de Memória do Circo são ampliar a exposição e o acervo. Além disso, o órgão pretende começar a construir o Circo Escola Piolin em 2012. O projeto do edifício foi elaborado pelos arquitetos Marcos Cartum, Claudio Libeskind e Sandra Llovet e deverá ser erguido no Largo Paissandu.

CENTRO DE MEMÓRIA DO CIRCO
Galeria Olido
Avenida São João, 473, Centro, São Paulo, SP
>>>Exposição
De segunda a sexta-feira, das 10h às 20h. Aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 20h. Às terças-feiras não abre.
>>>Pesquisa ao acervo
De quarta a sexta-feira, das 10h às 18h. É necessário agendar um horário.
Telefone: (11) 3397-0177
E-mails: memoriadocirco@prefeitura.sp.gov.br e memoriadocirco@gmail.com

Centro de Memória do Circo | Site oficial
memoriadocirco.prefeitura.sp.gov.br

Centro de Memória do Circo no Facebook
www.facebook.com/memoriadocirco

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