Luiz Gonzaga: O centenário do Rei do Baião na web

O sanfoneiro Luiz Gonzaga do Nascimento (1912 – 1989) completaria 100 anos neste 13 de dezembro. Logicamente, a data não passou em branco e ganhou destaque na web brasileira.

Canções como Baião e Asa Branca estão entre os sucessos de Luiz Gonzaga/Reprodução

Canções como Baião e Asa Branca estão entre os sucessos de Luiz Gonzaga/Reprodução

O Google transformou o eterno Rei do Baião em doodle.
  1. Além da charmosa brincadeira do potente buscador, grandes sites brasileiros publicaram notícias sobre o centenário do pernambucano nascido em Exu, interior de Pernambuco.
  2. Até os Correios se renderam ao nordestino e lançaram neste 13 de dezembro um selo em homenagem aos 100 anos de nascimento do artista.
  3. Luiz Gonzaga começou a carreira aos oito anos em 1920. Ele substituiu um sanfoneiro em uma festa na Fazenda de Caiçara, no Araripe (PE).
  4. Entra no Exército em 1930. Após quase dez anos de vida militar, deixa as Forças Armadas em 1939 e decide conhecer a cidade do Rio de Janeiro. Na capital fluminense, percebe que pode viver como músico e desiste de voltar para a sua cidade natal.
  5. Lua, um de seus apelidos, grava seu primeiro disco em 1945.
  6. Nasce Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha, em 22 de setembro de 1945. A criança é filha da cantora Odaléia Guedes dos Santos e é adotada pelo sanfoneiro.
  7. Com o conjunto Quatro Ases e um Coringa, grava a música Baião em 1946. A canção, que se tornou um sucesso em todo o país, foi a segunda da parceria entre Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira (1915 – 1979).
  8. A toada Asa Branca é gravada em 1947. A música é terceira da parceria entre Gonzaga e Teixeira e foi baseada na tradição oral nordestina. A canção se tornaria o carro-chefe do sanfoneiro.
  9. É consagrado o Rei do Baião em 1951.
  10. Sofre o primeiro acidente de trânsito ainda em 1951. A fatalidade se repetiria dez anos depois e iria ferir gravemente seu olho direito.
  11. A famosa música O Xote das Meninas é lançada em 1953. A cantora Marisa Monte regravaria o sucesso em seu primeiro disco, o Marisa Monte (1989).
  12. O compositor é impedido de cantar a música São os do Norte Que Vêm, de Capiba (1904 – 1997) e Ariano Suassuna, no Festival Internacional da Canção de 1966 (FIC-66).
  13. Caetano Veloso grava Asa Branca durante seu autoexílio na Inglaterra. A faixa faz parte do disco Caetano Veloso 1971 – Londres.
  14. Gonzaga canta para o Papa João Paulo 2° (1920 – 2005) e recebe os cumprimentos do Sumo Pontífice em 1980. Segundo amigos, foi um dos momentos mais emocionantes da vida do músico.
  15. A partir de 1982, passa a assinar como Gonzagão em todos os seus discos. O sanfoneiro ganhou esse apelido durante a turnê que realizou com o seu filho Gonzanguinha (1945 – 1991) em 1973.
  16. Com o LP Danado de Bom, recebe o primeiro disco de Ouro em 1984. Ainda no mesmo ano, o artista fatura o então importante Prêmio Shell.
  17. A caixa com cinco LPs 50 Anos de Chão é lançada em 1988.
  18. Desobedecendo ordens médicas e com auxílio de uma cadeira de rodas, Luiz Gonzaga sobe pela última vez ao palco em 6 de junho de 1989, no Teatro Guararapes, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda (PE).
  19. O Rei do Baião morre vítima de parada cardiorrespiratória em 2 de agosto de 1989.
  20. O Museu do Gonzagão é inaugurado no dia 13 de dezembro do mesmo ano.
  21. Em 1996, a jornalista francesa Dominique Dreyfus lança a biografia Vida do Viajante: A Saga de Luiz Gonzaga, pela editora 34.
  22. A vida do ilustre sanfoneiro chega às telonas na cinebiografia Gonzaga – De Pai para Filho em 26 de outubro de 2012. Bem recebido pela crítica e pelo público, o longa ainda não tem data para ser lançado em DVD. >>>VEJA O TRAILER


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Debora de Lucas


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Conheça a sonzeira dos rappers Mano Brown, Dexter, Edi Rock, Emicida e Shirley Casa Verde

O rapper Mano Brown convida os também MCs bambas Dexter, Edi Rock, Emicida e Shirley Casa Verde para um show gratuito em 16 de setembro, às 18h, em frente ao Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso (CCJ), em São Paulo.

Antes antes de se acabar no concerto ao ar livre, conheça um pouco da história e da sonzeira desses manos e dessa mina. >Leia também: Mano Brown, Dexter, Edi Rock, Emicida e Shirley Casa Verde fazem show gratuito em SP

***

Mano Brown – Nasceu Pedro Paulo Soares Pereira em São Paulo (SP), em 22 de abril de 1970. Ao lado de Ice Blue, Edi Rock e KL Jay, formou o Racionais MC’s em 1988. De lá para cá, o grupo e o vocalista e compositor se tornaram os nomes mais importantes do rap nacional.

O álbum Sobrevivendo no Inferno (1997) é um clássico e foi eleito o 14º melhor disco brasileiro pela revista  Rolling Stone Brasil. | Frases de Brown na web

Dexter – Marcos Fernandes de Omena nasceu em São Paulo, em 1973. Com Afro-X, formou a dupla 509-E. Presos por assalto à mão armada, os rappers gravaram um disco na cadeira em 2000.

Após sair da prisão, gravou o primeiro álbum solo Exilado Sim, Preso Não (2005). O trabalho contou com participações de Mano Brown, MV Bill e GOG.  oitavoanjodexter.blogspot.com.br [Blog Oficial] | @dexter8anjo [Twitter]

Edi Rock – Parceiro de Mano Brown no Racionais MC’s, Edivaldo Pereira Alves está no cenário do rap desde 1984. Nascido em 20 de setembro de 1968, é o autor de sucessos como Mágico de Oz e Rapaz Comum.

Emicida – Leandro Roque de Oliveira é uma das maiores revelações do hip hop brasileiro nos últimos anos. Ganhou espaço na mídia com o videoclipe do single Triunfo e com a mixtape Pra Quem já Mordeu um Cachorro por Comida, Até que Eu Cheguei Longe (2009). Nasceu em São Paulo (SP), em 17 de agosto de 1985. www.emicida.com [Blog Oficial ] | @emicida [Twitter]

Shirley Casa Verde – Ao lado dos camaradas Cezar Sotaque e DJ Paulinho, Shirley Nascimento da Silva é a vocalista do grupo Ca.Ge.Bê. Nascida em 1980, no bairro da Casa Verde Alta, zona norte de São Paulo, gravou seu primeiro disco solo, Ensaio, em 2011. Hoje, é uma das rappers mais repeitadas do país. | cagebeovilrejo.blogspot.com.br [Blog Oficial]

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MANO BROWN CONVIDA DEXTER, EDI ROCK, EMICIDA E SHIRLEY CASA VERDE PARA SHOW GRATUITO NO CCJ
Data: 16 de setembro (domingo) | Horário: às 18h
Quanto? Grátis. Concerto ao ar livre. Não é necessário a retirada de ingressos.

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Local: Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso (CCJ)
Avenida Deputado Emílio Carlos, 3.641
Vila Nova Cachoeirinha | São Paulo | SP
Telefone: (11) 3984-2466 | Como Chegar?

*Post redigido em 6 de setembro e publicado no dia 8 do mesmo mês.

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Debora de Lucas


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“A Bossa do Lobo”, mais uma biografia de Ronaldo Bôscoli chega às livrarias

Denilson Monteiro foi ousado. Desta vez, o escritor de “Dez! Nota Dez! Eu Sou Carlos Imperial” (Matrix Editora) narrou a história de um dos letristas mais conhecidos da Bossa Nova: Ronaldo Bôscoli.

De cara, “A Bossa do Lobo” (Leya, 544 páginas, R$ 44,90) chega às livrarias competindo com uma série de títulos que já revisitou e recontou a vida e a obra do compositor e jornalista, morto em 18 de novembro de 1994.

Ronaldo Bôscoli tinha múltiplas facetas. Podia ser o carioca safo, o bom de bico com as mulheres, o língua venenosa, o criador de pocket shows e o fã de Frank Sinatra/Reprodução

Ronaldo Bôscoli tinha múltiplas facetas. Podia ser o carioca safo, o bom de bico com as mulheres, o língua venenosa, o criador de pocket shows e o fã de Frank Sinatra/Reprodução

Um dos primeiros livros a citar o letrista de “Lobo Bobo”, “O Barquinho”, “Balançamba” e “Tributo a Martin Luther King” foi “Furação Elis” (Editora Globo), de Regina Echeverria. Como o músico foi o primeiro marido e pai do primeiro filho de Elis Regina, João Marcelo Bôscoli, a relação conturbada com a cantora foi exposta em algumas páginas da obra de 1985.

A trajetória de Bôscoli voltou a ser contada em 1990 em “Chega de Saudade” (Companhia das Letras), de Ruy Castro . O compositor é citado mais de setenta vezes no livro que se tornou referência mundial sobre a história da Bossa Nova.

Bôscoli conta sua historia
O próprio músico revisitou sua trajetória em “Eles e Eu – Memórias de Ronaldo Bôscoli” (Editora Nova Fronteira). O carioca narrou suas lembranças aos jornalistas Luiz Carlos Maciel e Ângela Chaves que as transformaram em uma biografia de 286 páginas.

O livro foi lançado dias antes da morte de Bôscoli e, sob o ponto de vista do músico, apresentou a história da Bossa Nova, do Rio de Janeiro nos anos 50 e 60, do cenário musical brasileiro, de suas músicas, de suas amizades e inimizades e de suas relações amorosas com as cantoras Nara Leão, Elis, Maysa, entre outras mulheres.

Os caminhos de Bôscoli e Ruy Castro se cruzaram por mais uma vez em “Ela é Carioca – Uma Enciclópedia de Ipanema” (Companhia das Letras). O compositor, que se encontrava quase diariamente com o maestro Antonio Carlos Jobim na churrascaria Plataforma, no Leblon, se tornou um dos verbetes da obra de 1999.

Nos anos 2000, o “Véio” – apelido do letrista – foi citado em um punhado de livros biográficos e autobiográficos como, respectivamente, “Nara Leão, uma Biografia” (Editora Lumiar), de Sérgio Cabral, e “Noites Tropicais” (Objetiva), de Nelson Motta.

Mil homens em um só
Essas obras retratam as múltiplas facetas de Bôscoli como carioca safo, bom de bico com as mulheres, língua ferina, jornalista esportivo, torcedor do Fluminense, amigo de Nelson Rodrigues, letrista de mão cheia, criador de pocket shows no Beco das Garrafas, parceiro de Luiz Carlos Mieli, produtor musical de Roberto Carlos e fã de Frank Sinatra.

O desafio de Monteiro em “A Bossa do Lobo” é fugir do lugar comum. O autor, que há mais de dez anos trabalha com pesquisas biográficas, foi responsável pelo levantamento de dados e imagens de “Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia”, de Nelson Motta, e realizou as pesquisas de imagens de “Minha Fama de Mau”, de Erasmo Carlos, e “Bussunda – A Vida do Casseta”, de Guilherme Fiuza. Ou seja, ele é um cara vivido.

Monteiro uniu essa experiência a uma pesquisa detalhada e a uma centena de entrevistas com pessoas que conviveram com Bôscoli e se atreveu a recontar a trajetória do letrista.

A leitura de “A Bossa do Lobo” nos convida à aposta corajosa do autor.

A BOSSA DO LOBO
Autor: Denilson Monteiro
Editora: Leya
Preço: R$44,90
544 páginas

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Debora de Lucas


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Nova música de Madonna, “Give Me All Your Love”, vaza na web. Será?

Ou os hackers têm uma fixação louca pelas músicas inéditas de Madonna ou a equipe da cantora é muito relapsa ou a Rainha do Pop disponibiliza as próprias faixas na rede em troca de publicidade gratuita. Desde 2000 – ano de lançamento do disco “Music” –, sempre há uma nova canção da Material Girl “vazada” na web.

Madonna sabe se fazer de sonsa. Quanto necessário, mente e representa/David Shankbone/Wikimedia Commons

Madonna sabe se fazer de sonsa. Quanto necessário, mente e representa/David Shankbone/Wikimedia Commons

Na noite da última terça-feira (8), foi a vez de “Give Me All Your Love”. A faixa é uma versão demo do primeiro single do próximo álbum da loira de 53 anos (leia mais a seguir).

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Das três hipóteses apresentadas no início deste post, a última é a cara de Madonna.

Vamos falar a verdade: como uma canção inédita de uma artista que se blinda tanto cairia do nada na rede? Se fosse a primeira vez, tudo bem. No entanto, Madonna está contanto essa história de “minha música vazou na internet” há mais de dez anos.

Nesta quarta-feira (9), enquanto o vazamento de “Give Me All Your Love” era notícia em todo mundo, o site da cantora não apresentava um comunicado oficial. O empresário da diva Guy Oseary escreveu no Twitter que a loira estava triste com o ocorrido e que acreditava que os seus fãs verdadeiros jamais a exporiam dessa forma. Que álibis perfeitos, não?

A estrela sabe se fazer de sonsa e tem o hábito de representar e mentir quanto é necessário. Vamos dar um desconto, ela não seria quem é se não utilizasse esses artifícios.

Verdades inconvenientes
No livro “A Vida com Minha Irmã Madonna”, o irmão da artista Christopher Ciccone revelou que a maioria das cenas da intimidade da cantora e dos bastidores da turnê “Blond Ambition” – no documentário “Na Cama com Madonna” – foi encenada. Como, por exemplo, quando ela telefonou para o seu pai e lhe convidou para seu concerto, quando foi ao cemitério visitar a mãe e quando a polícia canadense tentou impedir sua apresentação em Toronto por obscenidade.

Na biografia não autorizada “Madonna – 50 Anos”, a autora Lucy O’ Brien contou que o hit “Justify My Love” não foi escrito pela cantora, mas sim, por Ingrid Chavez. Além disso, a compositora alegou que a Material Girl copiou seus vocais para a canção. Depois de um acordo judicial, a musa pop concordou em conceder os créditos da música à Ingrid.

Essas são algumas das centenas de manchas no currículo da mãe de Lourdes Maria, Rocco, David Banda e Mercy James que nos fazem pensar que quando se fala de Madonna, tudo é possível.

A Rainha do Pop dando um duro em um dos shows da turnê Confessions/Wikimedia Commons

E convenhamos, 2011 não está sendo um ano muito bom para a loira. Sua ONG afundou, seu filme “W.E.” foi mal recebido nos festivais de Veneza e Toronto e, musicalmente, a diva não lançou nada. Os pontos positivos estão ligados ao universo da moda e do life style que a artista abocanhou como uma leoa.

Para azedar ainda mais, a cantora pop Lady Gaga está deitando e rolando. Só neste ano, a nova-iorquina já faturou mais de US$ 90 bilhões (cerca de R$ 158 bilhões), lançou o CD “Born This Way”, excursionou por todo o mundo com a turnê Monster Ball, lançou videoclipes como “Judas” e “Yöu and I”, entre outras peripécias.

A jovem de 25 anos e também loira colocou sua “criadora” no chinelo. E o espírito competitivo da Rainha do Pop não permite isso. Ao contrário de Christina Aguilera, Madonna não fica pelos cantos chorando que Gaga está acabando com sua carreira.

Uma música inédita da senhora Ciccone caiu na web e, voilá, os holofotes se voltaram para ela. Com essa manobra, Madonna mostrou que ainda manda no pedaço e que as suas crias precisam se cuidar. E, por essa jogada, parece que ela quer 2012 só para si.

***

Um pouco mais sobre “Give Me All Your Love” – A versão final da música contará com as participações das cantoras M.I.A. e Nicki Minaj e o disco, que será o 12° álbum de estúdio da diva, chegará às lojas no primeiro semestre de 2012, segundo a revista News Music Express.

Ainda de acordo com a publicação especializada em música, Madonna trabalhará no novo CD até o final do ano. Para a empreitada, a cantora chamou William Orbit que produziu “Ray Of Light” – único disco da loira a receber o Grammy de Melhor Álbum Pop.


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Em livro, pai de Amy Winehouse vai contar história real da cantora

“Eu sinto que preciso escrever este livro para contar a verdadeira história de Amy e me recuperar”, disse Mitch Winehouse, pai da cantora Amy Winehouse, no começo desta semana.

Indiscutivelmente, ele é a melhor pessoa para falar sobre a estrela.

Durante a breve e meteórica carreira da cantora, cerca de dez biografias foram escritas sobre a ela. A maioria caça-níqueis. Ou seja, redigidas a toque de caixa e baseadas em matérias de tabloides ingleses e fontes bem intencionadas – como a primeira professora de canto de Wine –, mas que não conviviam com a artista há anos.

Amy Winehouse morreu aos 27 anos em sua casa, no bairro de Camden, em Londres; a polícia inglesa ainda não divulgou a causa da morte da cantora de soul music/Divulgação

Sem contar que esses biógrafos não entrevistaram a musa dos hits “Rehab” e  “Back To Black” e compraram o rótulo “drogas-desequilíbrio-farra-falta de profissionalismo-agressividade” que a imprensa mundial impôs à jovem. Quem é esperto, sabe não se pode crer em tudo que se ouve (e até mesmo no que se lê)… Além disso, o ditado popular já alerta: “quem conta um conto, aumenta um ponto”.

Ciente desses erros e armado com o verdadeiro amor paterno – aquele que reconhece as falhas e as limitações da cria -, o inglês está escrevendo uma biografia da filha que está prevista para chegar às prateleiras mundiais no meio do ano que vem.

O livro, intitulado de “To Amy, My Daughter” (em tradução livre, Para Amy, Minha Filha), será publicado pela editora Harper Collins e trará páginas sobre a infância feliz, a fama, o estouro do disco “Back to Black” (2006) e o envolvimento com drogas de Amy.

Mitch apresentou o mundo da música à Wine. Quando a cantora era apenas uma menina, ele a levava para passear em seu táxi. Durante o trajeto, pai e filha cantavam músicas de Frank Sinatra.

Quando ela lançou seu primeiro disco “Frank” (2003), ele apontava para os cartazes de Amy espalhados pela ruas de Londres e dizia orgulhoso aos passageiros: “Aquela lá é minha filha!”.

Quando ela entrou para o mundo das drogas, ele ia a reuniões de pais de filhos viciados para tentar saber o que fazer para resgatar a filha do vício. Mas, infelizmente, não conseguiu.


Em 23 de julho deste ano, a cantora de soul foi encontrada morta em sua casa, no bairro de Camden, em Londres. A causa da morte da jovem de 27 anos ainda não foi divulgada pela polícia inglesa.

Toda a renda de “To Amy, My Daughter” será revertida à Amy Winehouse Foundation. A organização foi criada após a morte da cantora e auxilia crianças e jovens que enfrentam dificuldades.

E apesar dos pesares, a vida continua. Amy viveu como queria e acreditava que poderia mudar, se regenerar. É triste constar que o vício venceu o talento e que ela não estará aqui em 2033 – quando completaria 50 anos – para contar a sua própria história, rir e se espantar com seus erros e suas loucuras juvenis.


Amy Winehouse | Site oficial

www.amywinehouse.com


Amy Winehouse | MySpace
www.myspace.com/amywinehouse

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Debora de Lucas


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Três motivos para não esquecer Marlon Brando

Marlon Brando Jr. morreu em 1° de abril de 2004 aos 80 anos. Na subsequente edição do Oscar, não recebeu a tradicional e pomposa homenagem que a Academia costuma realizar quando importantes nomes do cinema morrem. No entanto, em vida, faturou duas estatuetas – a primeira pelo papel de Terry Malloy, em “Sindicato dos Ladrões” (1954), e a segunda por Don Vito Corleone, em “O Poderoso Chefão” (1972) – e um punhado de indicações.

Marlon Brando era chamado de Bud pelos familiares

A Academia e Hollywood esnobaram a morte de Brando porque, durante toda a sua carreira, o ator se envolveu em diversas brigas com os mandachuvas dos grandes estúdios e sempre fez pouco caso do life style das estrelas.

Ele era um rebelde, ou como diríamos hoje em dia, não era um cara muito bom de network. Mas um rebelde tão talentoso, charmoso e belo que alterou definitivamente a maneira de atuar em frente às câmeras.

Antes dele, os atores transportavam as técnicas teatrais de interpretação para os filmes. Com ele, a naturalidade, a coloquialidade e a espontaneidade ganharam espaço.

Na “Era Pré-Brando”, os atores eram caricatos e distantes da realidade. Na “Era Pós-Brando”, murmurar, improvisar, dar as costas e não encarar às câmeras se tornaram regras para quem estava no métier. Em resumo, foi o filho mais pródigo do Método Stanislavsky e do Actors Studios.

Sua rebeldia, ou melhor, seu espírito livre não se limitou apenas à vida profissional. Se casou três vezes, teve diversos amantes (de ambos os sexos) e mais de nove filhos entre legítimos, ilegítimos e adotados. Apoiou abertamente o movimento dos Panteras Negras contra o racismo e as causas indígenas nos Estados Unidos.

Teti’aroa e sobrepeso
Ainda nos anos 1970, antes da febre do ambientalismo, comprou uma ilha na Polinésia Francesa – Teti’aroa – e decidiu que a transformaria em um resort sustentável. Com a grana, pagaria os altos impostos do pequeno pedaço de terra, desenvolveria uma estrutura de saneamento e reciclagem de lixo e empregaria os polinésios que quisessem trabalhar por lá.

Na década de 1990, quando não conseguia mais emagrecer, tinha o costume de ligar para as emissoras de rádios americanas que faziam chacotas a respeito do seu sobrepeso. Com a sua voz única, Mister Brando entrava no ar e se fazia respeitar pelos locutores e ouvintes.


O engraçado é que, mesmo com seus mais de 100 kg, ele mantinha a graça e a leveza. Quem duvida que um homem gordo e velho pode ser extremante sensual, precisa assistir a “Don Juan de Marco” (1995). Em uma das últimas cenas do filme, Brando e Faye Dunaway dançam de forma apaixonada e verdadeira. A interpretação dos dois astros põe a atuação romântica de muitos atores e atrizes jovens e sarados no chinelo.

A vida dele foi longa e eu já escrevi demais. Saiba agora quais são os três motivos para não esquecer Marlon Brando.

1 – Apesar de seu indiscutível talento, Bud – como era chamado pelos familiares – teve uma carreira cheia de altos e baixos. Entre os anos 1950 e 1960, viveu papéis que escreveram seu nome na história do cinema como o polonês Stanley Kowalski, em “Uma Rua Chamado Desejo” (1951).

Entre os anos 60 e 70, se afastou de Hollywood e participou de filmes menores como “Dois Farristas Irresistíveis” (1964) e “Appaloosa” (1966). Voltou ao esquemão com “O Poderoso Chefão” (1972), de Francis Ford Coppola.


Os dirigentes da Paramount não o queriam no papel. Argumentaram que, além de causar muitos problemas, o ator estava acabado. Coppola disse que não faria o longa sem Brando. Depois de muito lenga-lenga, os executivos decidiram que o ator só poderia participar do filme se passasse no teste… E que seu cachê seria de apenas 250 mil dólares – Brando estava acostumado a receber 1 milhão de dólares por filme.

O resto é história. Don Corleone se tornou um dos ícones do cinema mundial e, pelo papel, o ator recebeu o seu segundo Oscar. Após o longa, Brando fez os grandes “Último Tango em Paris” (1972) e “Apocalipse Now” (1979). Resumindo, foi um sobrevivente e sempre soube se reinventar quando tudo parecia acabado.

2 – Sempre fez o que quis e nunca saiu choramingando as consequencias de seus atos. Além disso, teve a sua rebeldia indomável imitada por James Dean nas telonas.

3 – Escreveu a autobiografia “Canções que a Minha Mãe Me Ensinou”  com o jornalista Robert Lindsey e a lançou em 1994. Nela, o astro falou sobre a infância simples e difícil, os pais alcoólatras, a compulsão por comida e os bastidores de seus mais de 40 filmes. As técnicas de interpretação, a importância da voz para um ator e as relações com amigos e fãs também foram assuntos abordados. Os únicos que temas que Brando não tocou – por considerar  “estúpido e degradante” – foram seus casamentos e seus filhos.

Marlon ganhou dois Oscar: o primeiro por Terry Malloy, em “Sindicato dos Ladrões” (foto), e o segundo por Don Corleone, em “O Poderoso Chefão”/Divulgação

Marlon ganhou dois Oscar: o primeiro por Terry Malloy, em “Sindicato dos Ladrões” (foto), e o segundo por Don Corleone, em “O Poderoso Chefão”/Divulgação

Em tom confessional, o ator revisitou seu passado com clareza e sem meias palavras nas 370 páginas do livro que é composto por histórias engraçadas, amorosas, tristes, dolorosas e uma série de cartas. Além disso, a obra conta com dezenas de fotos da infância, juventude, família, atuações teatrais, sets de filmagens e imagens da vida íntima do astro.

***

Marlon Brando | Site oficial
www.marlonbrando.com


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