Os Vingadores da Marvel: um superfilme, uma máquina de fazer dinheiro

A pouca experiência atrás das câmeras e alguns tropeços em Hollywood não impediram que o diretor e roteirista norte-americano Joss Whedon (Serenity), 47 anos, transformasse Os Vingadores (The Avengers) em um excelente filme.

Pôster do longa-metragem Os Vingadores/Reprodução

Com uma carreira estabelecida na TV americana, o nova-iorquino é o roteirista dos bem-sucedidos seriados Buffy – A Caça-Vampiros e Angel e também é o cara por trás dos roteiros dos filmes Toy Story e Alien – A Ressurreição.

Nas mãos do amante das histórias em quadrinhos, o longa-metragem de 142 minutos consegue transportar para as telonas a dinâmica, a intensidade, as características e os conflitos do time formado em 1963 pela Marvel Comics.

Na trama, o vilão Loki (Tom Hiddleston) e seus aliados alienígenas iniciam um plano para dominar a Terra. Com a ameça, o diretor da agência internacional de pacificação S.H.I.E.L.D. Nick Fury (Samuel L. Jackson) recruta os super-heróis para defenderem o planeta.

Saborosa infidelidade
A produção não é 100% fiel aos primeiros números da HQ. Ela mescla fases e não cita os membros fundadores Vespa e Homem-Formiga. No entanto, o roteiro de Whedon é bem amarrado e convence.

O script e a direção redonda dão uma segunda chance ao, num primeiro momento, insosso Capitão América (Chris Evans). O personagem não emplacou como o esperado no longa homônimo lançado no ano passado.

O subaproveitado Hulk (Mark Ruffalo) reconquista a grandiosidade que havia perdido nos dois filmes solos Hulk (2003) e O Incrível Hulk (2008).

Depois da introdução cinematográfica em 2011, o deus Thor (Chris Hemsworth) volta mais maturo e seguro.

O Homem de Ferro brilha de novo. Como o Superman de Christopher Reeve (1952 – 2004), a atuação de Robert Downey Jr. é icônica e, provavelmente, será um empecilho para os próximos atores que se aventurarem a encarnar o personagem que – com a sua inteligência, modernidade e sarcasmo – é o mais alinhado da família Marvel à contemporaneidade.

A coragem desprovida de superpoderes dos agentes da S.H.I.E.L.D. Viúva Negra (Scarlett Johansson) e Gavião Arqueiro (Jeremy Renner) e a mente articulada e os métodos questionáveis de Fury ajudam a compor o grupo.


Constantes efeitos especiais

Apesar de extremamente presentes, os efeitos especiais não roubam a cena. Eles são fundamentais para dar vida à fantasia criada pelos desenhistas Stan Lee e Jack Kirby (1917 – 1994). Os recursos engrandessem e conferem riqueza visual à narrativa.

Afinal das contas, o Homem de Ferro e Thor voam, e o Dr. Bruce Banner se transforma no verdão Hulk em poucos segundos.

Como destruir a cidade de Nova York sem eles? Não se esqueça que batalhas na Big Apple são recorrente no Universo Marvel. Ou seja, nos dias de hoje, é impossível filmar uma produção desse porte sem o auxílio da computação gráfica e do chroma key.

Mais que um filme
Os Vingadores (The Avengers) é um superfilme. Os fãs que acompanham os super-heróis nos quadrinhos saem das sessões extasiados. A criançada, apaixonada. E os espectadores comuns dizem que topariam pagar mais um ingresso para rever o longa.

Com menos de dez dias em cartaz e sem estrear nas salas americanas, a produção estimada em US$ 220 milhões (aproximadamente R$ 420 milhões) já arrecadou US$ 280 milhões (cerca de R$ 530 milhões) e se tornou um fenômeno mundial (leia mais a seguir).

Sua continuação está programada para voltar aos cinemas. Em entrevista à revista britânica SFX, Joss Whedon declarou que a sequência será mais curta, mais pessoal e mais dolorosa. O cineasta acrescentou que o tema será completamente novo e fresco.

Pode parecer difícil, mas após assistir a Os Vingadores é impossível não botar fé no talento e na mente criativa do diretor. [Disponível em 2D e em 3D]

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Uma máquina de fazer dinheiro – Bombou. Definitivamente, o longa-metragem Os Vingadores (The Avengers) é um sucesso. Nos cinemas desde 25 de abril, a produção norte-americana estreada em 40 países como México, Austrália, Reino Unido, Alemanha, França e Itália já arrecadou US$ 280 milhões (cerca de R$ 530 milhões), segundo o BoxOfficeMojo.com.

Desenhista Stan Lee/Edward Liu/Wikimedia

Só no Brasil – em cartaz desde 27 de abril –, o faturamento bateu a casa dos US$ 11 milhões (aproximadamente R$ 21 milhões), ainda de acordo com o site gringo.

Além de confirmar a cifra, a página brazuca FilmeB.com.br afirma que a fita da Marvel Studios é a maior abertura do ano e a maior renda de abertura da história no país.

E esses números vão crescer ainda mais. O filme do diretor Joss Whedon estreia nesta sexta-feira (4/5) nos Estados Unidos e no Canadá. Para esses mercados, a previsão é que US$ 400 milhões (cerca de R$ 765 milhões) sejam arrecadados, informa a firma quase centenária Box Office.

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>>>Repare! – O Hulk ganhou as feições do ator Mark Ruffalo. | Nas cópias legendadas, o mais célebre intérprete do personagem verdão – o ator e ex-fisiculturista Lou Ferrigno – empresta a sua voz ao super-herói. | Nos minutos finais, Stan Lee faz uma ponta e tira um sarro dos Vingadores. Essa não é a primeira vez que o desenhista interage com seus personagens. No maior estilo hitchcockiano, Lee sempre dá um jeito de aparecer ao lado de seus meninos. | Há uma cena extra. Só saia do cinema após assisti-la.

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Os Vingadores | Site oficial [em inglês]
marvel.com/avengers

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Debora de Lucas

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Multiartista Cindy Sherman ganha retrospectiva no MoMA de Nova York

Até 11 de junho, os admiradores da fotógrafa e diretora de cinema Cindy Sherman podem conferir a retrospectiva que o Museu de Arte Moderna (MoMA) de Nova York  preparou sobre o trabalho dessa senhora de 58 anos.

Cindy Sherman em autorretrato Untitled #466/Reprodução

A exposição apresenta 170 fotos fundamentais da carreira de Sherman.

Nas imagens, a norte-americana brinca com a construção da identidade contemporânea e com as diversas facetas da mulher pós-moderna.

Em 35 anos de atividade, a multiartista se transformou (e ainda se transforma) em distintas personagens – que vão desde uma palhaça a uma socialite envelhecida – e se autorretratou (e ainda se autorretrata).

Durante as sessões, Sherman assume as funções de maquiadora, cabeleireira, estilista e, evidentemente, de modelo e fotógrafa.

No entanto, as mutações não acontecem apenas no campo visual.

A crítica especializada avalia que a americana entra na psique de suas ilustres representações.

E o charme de sua obra se encontra aí.

A cada imagem, ela é uma nova pessoa que pode ser divertida, perturbadora, desagradável ou comovente.

Magnífica!
De acordo com o site do MoMA, a retrospectiva traz os primeiros trabalhos da multiartista em meados dos anos 1970 e as séries Untitled Film Stills (1977 – 1980), Centerfolds (1981), Celebrated History Portraits (1988 – 1990) e Clowns (2003 – 2004).

A mostra também conta com imagens do mundo da moda – registradas ao longo da década de 1980 -, ensaios sobre sexualidade (1992) e a sociedade contemporânea (2008) e os mais recentes murais fotográficos (2010) de Sherman.

Para o renomado jornal The New York Times, a exposição é magnífica e faz jus a um dos artistas mais provocadores e importantes da Arte Contemporânea.

Os ingressos custam entre US$ 12 (aproximadamente R$ 20,50) e US$ 22,50 (cerca de R$ 38,50). Mais informações sobre tickets, datas e horário de visitação em www.moma.org/visit/calendar/tickets/.

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Terra brasilis – As fotos de Cindy Sherman já estiveram no Brasil. Em 2011, o trabalho dessa quase sessentona fez parte da exposição Em Nome dos Artistas – Arte Contemporânea Norte-Americana na Coleção de Astrup Fearnley.

A mostra aconteceu de 27 de setembro a 4 de dezembro, no Pavilhão da Bienal, na cidade de São Paulo.

Cindy Sherman | Site não oficial [em inglês]
www.cindysherman.com

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Debora de Lucas


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Cópia restaurada de “Taxi Driver” é exibida por mais 3 vezes no Cine Olido em SP

Adora cinema? Então, não perca as três últimas exibições da cópia digitalmente restaurada do filme “Taxi Driver” (1976) no Cine Olido, em São Paulo. A nova fita, que comemora os 35 anos do longa-metragem de Martin Scorsese, foi lançada no Festival de Berlim deste ano. Segundo a organização do Olido, a cópia de 35 milímetros é a mesma que foi apresentada na 61ª edição do encontro cinematográfico da capital alemã.

Um dos cartazes originais do filme “Taxi Driver”/Reprodução

As primeiras sessões aconteceram na semana passada – sexta-feira (9), sábado (10) e domingo (11) – e fizeram a festa dos cinéfilos de plantão.

Quem comeu bola, pode conferir as exibições que rolam nesta terça (13), quarta (14) e quinta (15), sempre às 19h30.

O ingresso custa R$ 1 e estudantes, aposentados e maiores de 65 anos têm direito à meia-entrada. Ou seja, pagam apenas R$ 0,50.

Em outubro, a cópia restaurada de “Taxi Driver” foi exibida no Brasil durante a última Mostra Internacional de Cinema.

Um longa da
década de 1970

O filme se passa em Nova York e conta a história do veterano da Guerra do Vietnã Travis Bickle (Robert De Niro). Ele é um homem solitário e mentalmente instável que começa a trabalhar como motorista de táxi à noite.

Conforme Bickle se depara com a miséria, a prostituição, o crime, a violência e o vício na cidade, sua intolerância e sua revolta o transformam em justiceiro.

A produção de 113 minutos de Scorsese ganhou uma dezena de prêmios como a Palma de Ouro (Festival de Cannes) e o BAFTA e foi indicada a quatro Oscars (Melhor Ator, Melhor Atriz Coadjuvante, Melhor Trilha Sonora e Melhor Filme).

As biografias de De Niro, como “De Niro – Movie Icons” (Taschen), classificam a performance do ator na película como uma das mais intensas das últimas quarto décadas da História do Cinema. E, na época, ele só tinha 33 anos!

Além disso, o longa revelou Jodie Foster. Aos 14 anos, a atriz viveu a prostituta pré-adolescente Iris e foi aclamada pela crítica. Depois de “Taxi Driver”, Foster conquistou Hollywood.

O filme também contou com o talento de Harvey Keitel como o cafetão de segunda Sport e uma ponta do próprio Scorsese. O diretor aparece como um passageiro de Bickle que se encontra enlouquecido pela traição da mulher.


“Taxi Driver” foi escrito por Paul Schrader (“Gigolô Americano”, “A Última Tentação de Cristo” e “Vivendo no Limite”) e faz parte da parceria dourada De Niro-Scorsese que rendeu filmes – hoje, clássicos – como “Touro Indomável”, “Os Bons Companheiros”, “Cabo do Medo” e “Cassino”.

TAXI DRIVER
Até 15 de dezembro, sempre às 19h30
Cine Olido | Galeria Olido
Avenida São João, 473, Centro, São Paulo, SP


Telefones: (11) 3331-8399 e (11) 3397-0171
Classificação: 14 anos
Ingressos: R$ 1 (inteira) e R$ 0,50 (meia-entrada)

>>>Programação do Cine Olido


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Debora de Lucas


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Três motivos para ver (ou rever) “Sid e Nancy”

Nancy Spungen morreu em 12 de outubro de 1978 no Hotel Chelsea, em Nova York. A jovem de 20 anos dividia um quarto com o seu namorado Sid Vicious que foi encontrado na cena do crime totalmente ensanguentado e com uma faca na mão.

Na época, a imprensa especulou que ele a havia esfaqueado sob efeito de drogas e não se lembrava do assassinato. No entanto, as investigações policiais nunca concluíram o que realmente ocorreu. Sid se juntou a sua Julieta às avessas quatro meses depois, em 2 de fevereiro de 1979.

Nancy Spungen e Sid Vicious viveram uma história de amor obscura e trágica/Reprodução

Eles se amaram. Eles se drogaram. Eles se agrediram. Eles se destruíram… O romance breve, tumultuado e trágico entre o baixista britânico da banda de punk rock Sex Pistols e a groupie norte-americana pode ser conferido no longa-metragem “Sid e Nancy” (Sid & Nancy).

A produção inglesa, dirigida por Alex Cox, chegou aos cinemas em 1986. Gary Oldman (“Harry Potter e a Ordem da Fênix” e “Drácula de Bram Stoker”) deu vida a Sid e Chloe Webb (“CSI”, “House” e “Two and a Half Men”), a Nancy.

No mesmo ano, o filme de 112 minutos foi exibido na 10ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. A projeção foi tão impactante que os jurados do evento acabaram concedendo a Cox o Prêmio da Crítica.

Além desse pequeno flerte com o Brasil, quais seriam os três motivos para ver (ou rever) o dilacerante “Sid e Nancy”?

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1 – É triste, mas tudo o que aparece no filme ocorreu de verdade. O roteiro do longa foi baseado em trechos do livro “And I Don’t Want To Live This Life” (E Eu Não Quero Viver Está Vida , em tradução livre), de Deborah Spungen, mãe de Nancy.

Pôster girngo de "Sid e Nancy"/Reprodução

Pôster girngo de “Sid e Nancy”/Reprodução

2 – Além da vida do casal, o longa mostra um pouco da história do Sex Pistols e do movimento punk na Inglaterra e nos Estados Unidos.

O empresário da banda Malcolm McLaren e o vocalista Johnny Rotten – interpretados pelos atores David Hayman e Andrew Schofield respectivamente – aparecem em apenas algumas cenas e mostram como era difícil se relacionar com pombinhos. A produção ainda aborda a ruptura do grupo e a tentativa do baixista de emplacar como artista solo.

“Sid e Nancy” foi um dos primeiros filmes que levou o movimento punk e seu lifestyle às telonas. Quartoze anos depois, o documentário “O Lixo e a Fúria” (The Filth and the Fury), de Julien Temple, chegou aos cinemas.

A partir de entrevistas recentes com integrantes remanescentes da banda e personalidades que conviveram com o grupo e trechos de programas de TV e apresentações ao vivo, o longa-metragem recontou a história dos Pistols.

3 – Hoje, é fácil de encontrar o DVD “Sid e Nancy”. É possível alugá-lo em uma locadora descolada como a 2001, comprá-lo em uma loja virtual ou, no maior espírito punk, baixá-lo de graça na rede.

Há cinco anos, só dava para conferir o filme em mostras alternativas ou adquiri-lo em importadoras. Aproveite a facilidade e conheça uma das histórias de amor mais dolorosas do mundo do rock.


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Debora de Lucas


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“Amizade Colorida” segue fórmula das novas comédias românticas sem perde personalidade

Quem gosta de comédias românticas tem que admitir que 2011 está sendo um ano estranho para o gênero. As tradicionais histórias água com açúcar cheias de encontros, desencontros, choramingos, arrependimentos, declarações de amor e finais insuportavelmente felizes estão dividindo espaço com um novo subgênero do gênero.

A fórmula agora é contar como, onde, quando e por que dois grandes amigos se transformam em amantes… É lógico que a receita muito sexo sem amor não dá certo por muito tempo e, no final, os parceiros descompromissados acabam se tornando namorados apaixonados.

Os amigos Jamie (Mila Kunis) e Dylan (Justin Timberlake) decidem ter um affair na comédia romântica “Amizade Colorida”/Divulgação

O que antes era impensável dentro do universo do amor romântico das comédias hollywoodianas é uma realidade bem-sucedida nas telonas. Juntos, os longas “Sexo Sem Compromisso” (No Strings Attached) e “Amor e Outras Drogas” (Love and Other Drugs) arrecadaram mais de US$ 250 milhões (aproximadamente R$ 450 milhões) em todo o mundo.

Nessa linha, “Amizade Colorida” (Friends with Benefits) estreou nos cinemas brasileiros na última sexta-feira (30/9). A produção de 109 minutos narra a “ficação” entre a headhunter Jamie (Mila Kunis) e o editor de arte da revista GQ Dylan (Justin Timberlake). Até esse ponto, o filme do diretor Will Gluck se parece muito com os outros. No entanto, as semelhanças acabam aí.

Ao abusar de situações factíveis, o roteiro imprime uma personalidade diferente ao longa-metragem. Os personagens secundários como a mãe de Jamie – a hippie Lorna (Patricia Clarkson) – e o colega de trabalho de Dylan – o editor de esportes gay Tommy (Woody Harrelson) – ajudam o filme a fugir dos clichês do gênero e deixam a trama mais original e, indiscutivelmente, mais engraçada. Além disso, a inserção de elementos atuais como flash mobs dá ares de contemporaneidade à história.


Mila deu vida a uma mulher do século 21 que é livre, independente, espontânea, autossuficiente e sempre luta pelo o que quer. Timberlake interpretou o típico homem pós-moderno que não se ajusta bem aos novos comportamentos femininos e é cheio de traumas de antigos relacionamentos.

O casal funcionou. A atriz ucraniana, 28 anos, mais conhecida no Brasil por sua Lily, de “Cisne Negro”, e pelas imagens eróticas que circularam na web nas últimas semanas, mostrou versatilidade e profundidade. Timberlake, 30, se reafirmou como ator. O cantor cumpriu com primor a difícil missão de descolar a sua imagem musical de seu personagem. Quem assiste ao filme não vê Justin, mas sim Dylan.

Como se não se cansasse de acertar, a produção conta com uma edição redonda, ágil e sem rebarbas. É exata para uma comédia romântica atual que tem como cenário a dura e bela cidade de Nova York.

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TechnoFight –  A briga entre Samsung e Apple voltou ao mundo da Sétima Arte. Além de pagar a Sony Pictures para bombar os modelos de seus celulares durante todo o longa “Amizade Colorida”, a gigante sul-coreana aparentemente arrumou mais uma rusga com a empresa de Steve Jobs.

Há uma cena em que os protagonistas tentam fazer um juramento sobre a versão da Bíblia para iPad. Durante alguns segundos, o tablet da Apple apresenta diversas falhas e o personagem de Timberlake faz uma piada sobre o mau funcionamento do aparelho.

Não se pode afirmar que a Samsung pediu para que a produção do filme desse essa estocada na concorrência. No entanto, depois que a empresa sul-coreana afirmou – em uma ação judicial de quebra de patente – que o conceito do iPad foi inspirado em um dos aparatos tecnológicos criados para o longa “2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick, tudo é possível.

Amizade Colorida | Site Oficial
www.amizadecoloridaofilme.com.br


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