Que tal ganhar packs da trilogia O Poderoso Chefão?

Para celebrar seus cem anos (e aumentar o número de seguidores no Facebook!), a Paramount Brasil lançou a promoção Desafio Clássicos – O Poderoso Chefão.

Marlon Brando na pele de Don Vito Corleone/Reprodução

O concurso é um quiz sobre cinema na rede de social de Mark Zuckerberg. Os internautas que mais ponturarem, receberão prêmios.

Os dois primeiros colocados vão ganhar packs da clássica trilogia do diretor Francis Ford Coppola.

O terceiro lugar vai faturar um Blu-ray do também clássico Chinatown, do cineasta Roman Polanski (veja a premiação completa abaixo).

Quem se empolgou, precisa se apressar. A disputa rola até as 23h59 da próxima segunda-feira (14).

Para participar, é necessário entrar na página da Paramount Brasil no Face, ler e aceitar o regulamento, preencher a ficha de inscrição, acessar o aplicativo da promo e responder a pergunta do dia.

Segundo a filial do estúdio hollywoodiano, maiores de 16 anos e residentes em todo o território nacional podem tentar a sorte.

Seja bonzinho e curta a página do deborando ;) no Facebook!

O resultado da jogada será anunciado na terça-feira (15) na rede social. A Paramount Pictures foi fundada em maio de 1912 pelo produtor Adolph Zukor (1873 – 1976).

Grandes filmes
Baseada no romance homônimo do escritor ítalo-americano Mario Puzo (1920 – 1999), a trilogia O Poderoso Chefão (The Godfather) narra a saga da família de Don Vito Corleone.

No primeiro filme (1972), o mafioso interpretado por Marlon Brando (1924 – 2004) luta pelo controle de negócios ilegais nos Estados Unidos.

No segundo longa (1974), Michael Corleone (Al Pacino) assume o posto do pai após a sua morte. O jovem enfrenta perseguições de outros mafiosos e da justiça norte-americana. Além disso, a produção leva às telonas a juventude de Vito Corleone na Itália. O ator Robert De Niro deu vida ao personagem nessa fase.


A terceira e última parte (1990) conta a parceria entre Michael (Pacino) e uma empresa do Vaticano. Com a manobra, o mafioso deseja legitimar os negócios da famiglia e convencer seu filho a assumir seu lugar.

Ambientando na Los Angeles (EUA) dos anos 1930, o noir Chinatown (1974) gira em torno do detetive particular J.J. Gittes (Jack Nicholson). O investigador é contratado por uma misteriosa mulher e, para solucionar o caso, se mete em uma série de aventuras que envolvem gângsteres, especulação imobiliária, corrupção e mortes.

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PREMIAÇÃO DA PROMOÇÃO DESAFIO CLÁSSICOS – O PODEROSO CHEFÃO
Primeiro lugar: 1 pack de O Poderoso Chefão + 2 capas de almofada de O Poderoso Chefão + 1 pendrive de 4GB + 4 canetas + 2 camisetas

Segundo lugar: 1 pack de O Poderoso Chefão + 2 canetas + 1 camiseta

Terceiro lugar: Blu-ray de Chinatown + 1 caneta + 1 camiseta

Paramount Brasil | Facebook
www.facebook.com/ParamountHomeBR

→ Por um tempinho, o canal 3MOTIVOSPARA… não será atualizado. Sorry, preciso recriá-lo!

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Debora de Lucas

Caixa de Cinema: Jukebox de filmes é inaugurada no MIS de São Paulo

Isso mesmo, uma jukebox de filmes! A Caixa de Cinema vai ser inaugurada no Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo em 1º de maio, às 11h.

Cada sessão da Caixa de Cinema dura três minutos/Divulgação

O charmoso aparelho conta com 60 cenas de classicões da Sétima Arte.

Trechos de longas como Cidadão Kane (1941), de Orson Welles; Casablanca (1942), de Michael Curtiz; A Doce Vida (1960), de Federico Fellini; Psicose (1960), de Alfred Hitchcock; Jules e Jim – Uma Mulher para Dois (1962), de François Truffaut; Laranja Mecânica (1971), de Stanley Kubrick; O Poderoso Chefão (1972), de Francis Ford Coppola; e do brazuca Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles; fazem parte da seleção.

Cada exibição vai durar três minutos.

Grátis, grátis, grátis!
O melhor é que para operar a “cinebox” não será preciso pagar. O funcionamento da cabine cinematográfica é semelhante ao do aparato musical. A partir de um painel touchscreen, os usuários vão escolher o que irão assistir. A máquina tem capacidade para duas pessoas.

Cartaz do drama Jules e Jim (1962)/Reprodução

De acordo com o MIS [@mis_sp], o projeto desenvolvido por André Sturm e Alessandra Dorgan é original e inédito.

A Caixa de Cinema fica no espaço público até 1° de novembro.

CAIXA DE CINEMA
Data: de 1º de maio a 1° de novembro | Funcionamento: de terça a sexta-feira, das 12h às 22h; Aos sábado, domingos e feriados, das 11h às 21h.
Quanto? Grátis | Classificação indicativa: cada filme tem classificação própria
Museu da Imagem e do Som
Avenida Europa, 158 | Jardim Europa | São Paulo | São Paulo
Telefone: (11) 2117-4777 | Como chegar?
Acesso e elevador para cadeirantes
Ar condicionado | Estacionamento conveniado: R$ 8
www.mis-sp.org.br | Site oficial

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Debora de Lucas

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3MOTIVOSPARA… admirar o fotógrafo Steve Schapiro

1 – Uma retrospectiva sobre o ilustre nova-iorquino é aberta nesta sexta-feira (16) no museu Fotografiska, em Estocolmo, Suécia. A exposição apresenta retratos de personalidades como o boxeador Muhammad Ali, o ativista político Martin Luther King (1929 – 1968), a atriz Sophia Loren e o artista plástico Andy Warhol (1928 – 1987).

O boxeador Muhammad Ali posa para Steve Schapiro/Reprodução

A mostra pode ser visitada até 27 de maio, e as entradas custam entre 80 (R$ 21,20) e 110 coroas suecas (R$ 29,10). >>>SAIBA MAIS

2 – Mas não pense que Schapiro é mais um destes fotógrafos hypes, que só clicam celebridades.

Nascido em 1934, foi discípulo do legendário fotojornalista norte-americano W. Eugene Smith (1918 – 1978).

Começou a carreira nos anos 1960. Cobriu o Movimento pelos Diretos Civis nos Estados Unidos, a campanha presidencial de Robert Kennedy (1925 – 1968), o submundo das drogas em Nova York, entre outras pautas.

Também fez capas e imagens internas para as revistas Life, Time, Newsweek, Rolling Stone, Vanity Fair, People, Sports Illustrated e Paris Match.

Não satisfeito com o sucesso no fotojornalismo, se envolveu com o show business. Foi fotógrafo de músicos como David Bowie e Barbra Streisand.

Além disso, fez fotogramas e fotos de divulgação e para cartazes de cerca de 200 filmes de Hollywood, entre eles Taxi Driver, Rambo e a trilogia O Poderoso Chefão.

3 – Extremamente múltiplo, o setentão continua na ativa. Depois dos livros American Edge (2000), Schapiro’s Heroes (2007) e The Godfather Family Album (2008), o mestre da fotografia está preparando mais um título que contará com 150 imagens inéditas.

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De cima para baixo, a atriz Sophia Loren, o ativista político Martin Luther King e o cantor David Bowie sob as lentes do fotógrafo nova-iorquino Steve Schapiro. Todas as fotos deste post fazem parte da retrospectiva do museu sueco Fotografiska/Steve Schapiro/Reprodução

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Steve Schapiro | Site oficial
www.steveschapiro.com

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Debora de Lucas


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Sherlock Holmes, Os Descendentes e Cada um Tem a Gêmea que Merece são 3MOTIVOSPARA passar o Carnaval nos cinemas

1 – A crítica torceu o nariz, no entanto, Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras (Sherlock Holmes: A Game of Shadows) é uma boa opção para curtir nos cinemas.

Sherlock Holmes: O Jogo das Sombras/Reprodução

Como o primeiro filme – Sherlock Holmes (2009) – da franquia dirigida por Guy Ritchie, a continuação apresenta a faceta modernizada, ágil, briguenta e ousada do investigador britânico criado pelo médico e escritor escocês Sir Arthur Conan Doyle, no final do século 19.

Na verdade, o novo Mister Holmes (Robert Downey Jr.) se encaixa perfeitamente à fragmentação e às contradições dos tempos atuais.

Desta vez, o excêntrico detetive e seu inseparável companheiro, Dr. John Watson (Jude Law), investigam o suposto suicídio do príncipe da Áustria. Após alguns dias, eles descobrem que o Professor James Moriarty (Jared Harris) – um homem tão inteligente quanto Holmes – está envolvido na morte do nobre.

São 129 minutos de pura ação, mistério e crime. Quem quiser ver a trama nas telonas, deve se apressar. A produção, que estreou em 13 de janeiro no Brasil, está saindo de cartaz. >>>VEJA O TRAILER

Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras | Site oficial [em português]
www.br.warnerbros.com

Sherlock Holmes: O Jogo de Sombras | Site oficial [em inglês]
sherlockholmes2.warnerbros.com

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2 – O longa-metragem Os Descendentes (The Descendants), 115 minutos, encantou a crítica especializada e já faturou dois prêmios Globo de Ouro, na categoria drama: Melhor Filme e Melhor Ator para George Clooney (Amor sem Escalas e Mar em Fúria).

Pôster do drama Os Descendentes/Reprodução

Baseado no romance homônimo de estreia da escritora havaiana Kaui Hart Hemmings, o filme de Alexander Payne (As Confissões de Schmidt e Paris, Eu Te Amo) conta a história do milionário Matt King (Clooney).

Um acidente deixa a esposa do quarentão em estado vegetativo e, a partir disso, King é obrigado a se reaproximar de suas duas filhas, reavaliar o seu passado e replanejar o seu futuro.

Ao se centrar na angústia do protagonista, a produção hollywoodiana foge dos padrões e se torna um longa único e tocante. De lambuja, ela nos dá a oportunidade de acompanhar mais uma etapa do processo de transformação de Clooney em um grande ator.

Os Descendentes chegou aos cinemas brasileiros em 27 de janeiro e é um dos grandes favoritos da 84ª edição do Oscar, que rola em 26 de fevereiro nos Estados Unidos. O filme está concorrendo a cinco estatuetas: Melhor Direção, Melhor Edição, Melhor Filme, Melhor Ator e Melhor Roteiro Adaptado. >>>VEJA O TRAILER

Os Descendentes | Site oficial [em português]
www.osdescendentes.com.br

Os Descendentes | Site oficial [em inglês]
www.foxsearchlight.com/thedescendants


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3 – A comédia Cada um Tem a Gêmea que Merece (Jack and Jill) é tão ruim que se torna engraçada. Na produção de 91 minutos, o comediante Adam Sandler (Esposa de Mentirinha e O Paizão) vive os gêmeos Jack e Jill Sadelstein. Ele é um publicitário bem sucedido. Ela, uma quarentona solteira que, no feriado norte-americano de Ação de Graças, visita o irmão e a família dele.

 Cartaz de Cada um Tem a Gêmea que Merece/Reprodução

O problema é que Jill é extremamente apegada a Jack, e sempre o coloca em situações constrangedoras.

O longa – um fracasso de bilheteria nos Estados Unidos – está se dando bem no Brasil. No fim de semana de estreia (de 10 a 12 de fevereiro), faturou mais de R$ 4 milhões no país, informa o site FilmeB.com.br.

A produção conta com a participação da atriz Katie Holmes (Batman Begins e Não Tenha Medo do Escuro) como Erin, a inexpressiva esposa de Jack.

A outrora promessa de Hollywood, a mulher de Tom Cruise e a mãe de Suri não consegue emplacar um papel bom desde o término do seriado de TV Dawson’s Creek, em 2003. Ou seja, Cada um Tem a Gêmea que Merece é mais uma mácula no currículo da pobre moça.

Nem Al Pacino (O Poderoso Chefão e Advogado do Diabo) se salva. O monstro do cinema americano interpreta ele mesmo no longa e passa vergonha na pele de um homem apaixonado por Jill.

Apesar de ser uma bomba cheia de piadas escatológicas, o filme arranca risadas sinceras do público brasileiro. Para quem gosta do gênero, é um divertimento imperdível. >>>VEJA O TRAILER

Cada um Tem a Gêmea que Merece | Site oficial [em português]
www.cadaumtemagemeaquemerece.com.br

Cada um Tem a Gêmea que Merece | Site oficial [em inglês]
www.jackandjill-movie.com

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Bom Carnaval e obrigada pelo acesso! Volto a atualizar o deborando.wordpress.com na quinta-feira (23).

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Três motivos para não esquecer Marlon Brando

Marlon Brando Jr. morreu em 1° de abril de 2004 aos 80 anos. Na subsequente edição do Oscar, não recebeu a tradicional e pomposa homenagem que a Academia costuma realizar quando importantes nomes do cinema morrem. No entanto, em vida, faturou duas estatuetas – a primeira pelo papel de Terry Malloy, em “Sindicato dos Ladrões” (1954), e a segunda por Don Vito Corleone, em “O Poderoso Chefão” (1972) – e um punhado de indicações.

Marlon Brando era chamado de Bud pelos familiares

A Academia e Hollywood esnobaram a morte de Brando porque, durante toda a sua carreira, o ator se envolveu em diversas brigas com os mandachuvas dos grandes estúdios e sempre fez pouco caso do life style das estrelas.

Ele era um rebelde, ou como diríamos hoje em dia, não era um cara muito bom de network. Mas um rebelde tão talentoso, charmoso e belo que alterou definitivamente a maneira de atuar em frente às câmeras.

Antes dele, os atores transportavam as técnicas teatrais de interpretação para os filmes. Com ele, a naturalidade, a coloquialidade e a espontaneidade ganharam espaço.

Na “Era Pré-Brando”, os atores eram caricatos e distantes da realidade. Na “Era Pós-Brando”, murmurar, improvisar, dar as costas e não encarar às câmeras se tornaram regras para quem estava no métier. Em resumo, foi o filho mais pródigo do Método Stanislavsky e do Actors Studios.

Sua rebeldia, ou melhor, seu espírito livre não se limitou apenas à vida profissional. Se casou três vezes, teve diversos amantes (de ambos os sexos) e mais de nove filhos entre legítimos, ilegítimos e adotados. Apoiou abertamente o movimento dos Panteras Negras contra o racismo e as causas indígenas nos Estados Unidos.

Teti’aroa e sobrepeso
Ainda nos anos 1970, antes da febre do ambientalismo, comprou uma ilha na Polinésia Francesa – Teti’aroa – e decidiu que a transformaria em um resort sustentável. Com a grana, pagaria os altos impostos do pequeno pedaço de terra, desenvolveria uma estrutura de saneamento e reciclagem de lixo e empregaria os polinésios que quisessem trabalhar por lá.

Na década de 1990, quando não conseguia mais emagrecer, tinha o costume de ligar para as emissoras de rádios americanas que faziam chacotas a respeito do seu sobrepeso. Com a sua voz única, Mister Brando entrava no ar e se fazia respeitar pelos locutores e ouvintes.


O engraçado é que, mesmo com seus mais de 100 kg, ele mantinha a graça e a leveza. Quem duvida que um homem gordo e velho pode ser extremante sensual, precisa assistir a “Don Juan de Marco” (1995). Em uma das últimas cenas do filme, Brando e Faye Dunaway dançam de forma apaixonada e verdadeira. A interpretação dos dois astros põe a atuação romântica de muitos atores e atrizes jovens e sarados no chinelo.

A vida dele foi longa e eu já escrevi demais. Saiba agora quais são os três motivos para não esquecer Marlon Brando.

1 – Apesar de seu indiscutível talento, Bud – como era chamado pelos familiares – teve uma carreira cheia de altos e baixos. Entre os anos 1950 e 1960, viveu papéis que escreveram seu nome na história do cinema como o polonês Stanley Kowalski, em “Uma Rua Chamado Desejo” (1951).

Entre os anos 60 e 70, se afastou de Hollywood e participou de filmes menores como “Dois Farristas Irresistíveis” (1964) e “Appaloosa” (1966). Voltou ao esquemão com “O Poderoso Chefão” (1972), de Francis Ford Coppola.


Os dirigentes da Paramount não o queriam no papel. Argumentaram que, além de causar muitos problemas, o ator estava acabado. Coppola disse que não faria o longa sem Brando. Depois de muito lenga-lenga, os executivos decidiram que o ator só poderia participar do filme se passasse no teste… E que seu cachê seria de apenas 250 mil dólares – Brando estava acostumado a receber 1 milhão de dólares por filme.

O resto é história. Don Corleone se tornou um dos ícones do cinema mundial e, pelo papel, o ator recebeu o seu segundo Oscar. Após o longa, Brando fez os grandes “Último Tango em Paris” (1972) e “Apocalipse Now” (1979). Resumindo, foi um sobrevivente e sempre soube se reinventar quando tudo parecia acabado.

2 – Sempre fez o que quis e nunca saiu choramingando as consequencias de seus atos. Além disso, teve a sua rebeldia indomável imitada por James Dean nas telonas.

3 – Escreveu a autobiografia “Canções que a Minha Mãe Me Ensinou”  com o jornalista Robert Lindsey e a lançou em 1994. Nela, o astro falou sobre a infância simples e difícil, os pais alcoólatras, a compulsão por comida e os bastidores de seus mais de 40 filmes. As técnicas de interpretação, a importância da voz para um ator e as relações com amigos e fãs também foram assuntos abordados. Os únicos que temas que Brando não tocou – por considerar  “estúpido e degradante” – foram seus casamentos e seus filhos.

Marlon ganhou dois Oscar: o primeiro por Terry Malloy, em “Sindicato dos Ladrões” (foto), e o segundo por Don Corleone, em “O Poderoso Chefão”/Divulgação

Marlon ganhou dois Oscar: o primeiro por Terry Malloy, em “Sindicato dos Ladrões” (foto), e o segundo por Don Corleone, em “O Poderoso Chefão”/Divulgação

Em tom confessional, o ator revisitou seu passado com clareza e sem meias palavras nas 370 páginas do livro que é composto por histórias engraçadas, amorosas, tristes, dolorosas e uma série de cartas. Além disso, a obra conta com dezenas de fotos da infância, juventude, família, atuações teatrais, sets de filmagens e imagens da vida íntima do astro.

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Marlon Brando | Site oficial
www.marlonbrando.com


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