“Amizade Colorida” segue fórmula das novas comédias românticas sem perde personalidade


Quem gosta de comédias românticas tem que admitir que 2011 está sendo um ano estranho para o gênero. As tradicionais histórias água com açúcar cheias de encontros, desencontros, choramingos, arrependimentos, declarações de amor e finais insuportavelmente felizes estão dividindo espaço com um novo subgênero do gênero.

A fórmula agora é contar como, onde, quando e por que dois grandes amigos se transformam em amantes… É lógico que a receita muito sexo sem amor não dá certo por muito tempo e, no final, os parceiros descompromissados acabam se tornando namorados apaixonados.

Os amigos Jamie (Mila Kunis) e Dylan (Justin Timberlake) decidem ter um affair na comédia romântica “Amizade Colorida”/Divulgação

O que antes era impensável dentro do universo do amor romântico das comédias hollywoodianas é uma realidade bem-sucedida nas telonas. Juntos, os longas “Sexo Sem Compromisso” (No Strings Attached) e “Amor e Outras Drogas” (Love and Other Drugs) arrecadaram mais de US$ 250 milhões (aproximadamente R$ 450 milhões) em todo o mundo.

Nessa linha, “Amizade Colorida” (Friends with Benefits) estreou nos cinemas brasileiros na última sexta-feira (30/9). A produção de 109 minutos narra a “ficação” entre a headhunter Jamie (Mila Kunis) e o editor de arte da revista GQ Dylan (Justin Timberlake). Até esse ponto, o filme do diretor Will Gluck se parece muito com os outros. No entanto, as semelhanças acabam aí.

Ao abusar de situações factíveis, o roteiro imprime uma personalidade diferente ao longa-metragem. Os personagens secundários como a mãe de Jamie – a hippie Lorna (Patricia Clarkson) – e o colega de trabalho de Dylan – o editor de esportes gay Tommy (Woody Harrelson) – ajudam o filme a fugir dos clichês do gênero e deixam a trama mais original e, indiscutivelmente, mais engraçada. Além disso, a inserção de elementos atuais como flash mobs dá ares de contemporaneidade à história.


Mila deu vida a uma mulher do século 21 que é livre, independente, espontânea, autossuficiente e sempre luta pelo o que quer. Timberlake interpretou o típico homem pós-moderno que não se ajusta bem aos novos comportamentos femininos e é cheio de traumas de antigos relacionamentos.

O casal funcionou. A atriz ucraniana, 28 anos, mais conhecida no Brasil por sua Lily, de “Cisne Negro”, e pelas imagens eróticas que circularam na web nas últimas semanas, mostrou versatilidade e profundidade. Timberlake, 30, se reafirmou como ator. O cantor cumpriu com primor a difícil missão de descolar a sua imagem musical de seu personagem. Quem assiste ao filme não vê Justin, mas sim Dylan.

Como se não se cansasse de acertar, a produção conta com uma edição redonda, ágil e sem rebarbas. É exata para uma comédia romântica atual que tem como cenário a dura e bela cidade de Nova York.

***

TechnoFight –  A briga entre Samsung e Apple voltou ao mundo da Sétima Arte. Além de pagar a Sony Pictures para bombar os modelos de seus celulares durante todo o longa “Amizade Colorida”, a gigante sul-coreana aparentemente arrumou mais uma rusga com a empresa de Steve Jobs.

Há uma cena em que os protagonistas tentam fazer um juramento sobre a versão da Bíblia para iPad. Durante alguns segundos, o tablet da Apple apresenta diversas falhas e o personagem de Timberlake faz uma piada sobre o mau funcionamento do aparelho.

Não se pode afirmar que a Samsung pediu para que a produção do filme desse essa estocada na concorrência. No entanto, depois que a empresa sul-coreana afirmou – em uma ação judicial de quebra de patente – que o conceito do iPad foi inspirado em um dos aparatos tecnológicos criados para o longa “2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Stanley Kubrick, tudo é possível.

Amizade Colorida | Site Oficial
www.amizadecoloridaofilme.com.br


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Debora de Lucas


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